Mandado de busca e apreensão é cumprido em investigação sobre contratações

A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta quinta-feira (11), um mandado de busca e apreensão na sede da Secretaria de Saúde de Cabedelo (PB). Segundo a corporação, a ação faz parte de um inquérito que investiga a suposta contratação de médicos “fantasmas” — profissionais que, ainda de acordo com as apurações, estariam recebendo remuneração da gestão municipal sem prestar os serviços aos quais foram contratados.

A investigação, conforme informado pela própria Polícia Federal, focaliza a existência de vínculos trabalhistas e pagamentos a médicos que não teriam comparecido para realização de plantões ou atendimentos previstos nos contratos administrativos.

Em nota oficial, a Secretaria de Saúde de Cabedelo declarou que o procedimento em apuração refere-se a procedimentos administrativos envolvendo plantões médicos realizados em 2025. A pasta informou ainda que forneceu à investigação documentos administrativos e funcionais relativos aos médicos servidores do município referentes àquele período.

A administração municipal ressaltou, no comunicado, que os fatos investigados não dizem respeito à atual gestão nem ao atual prefeito, e que está colaborando com as autoridades, entregando toda a documentação solicitada pela Polícia Federal.

O cumprimento do mandado ocorreu nas dependências da Secretaria de Saúde e integra ações de verificação de possíveis irregularidades na contratação e pagamento de profissionais de saúde no âmbito municipal. A Polícia Federal não detalhou, no comunicado disponibilizado, o total de materiais ou documentos apreendidos durante a operação.

Procurada para esclarecimentos sobre a continuidade das apurações e eventuais medidas internas, a prefeitura reafirmou o repasse das informações solicitadas e a disposição para prestar cooperação às autoridades responsáveis pelo inquérito.

As investigações prosseguem conforme os trâmites legais, com a análise dos documentos coletados e eventual identificação de responsabilidades administrativas ou penais, se comprovadas irregularidades relacionadas às contratações apontadas.

Com informações de G1