A Polícia Civil da Paraíba informou, em coletiva na quinta-feira (9), que a principal linha de investigação sobre a morte de quatro trabalhadores baianos encontrados em Bayeux envolve uma suposta dívida de drogas ligada a um dos homens. A corporação apontou que cinco pessoas já foram identificadas como envolvidas na execução e na ocultação dos corpos, e que todos têm mandados de prisão em aberto.

Segundo a investigação, um dos suspeitos apontados estaria foragido e possivelmente escondido no estado do Rio de Janeiro. Na noite de quarta-feira (8), agentes da Delegacia de Homicídios e da Guarda Civil Metropolitana realizaram uma operação em Bayeux e prenderam um homem suspeito de participar do crime. Ele foi localizado em uma residência no bairro Comercial Norte, após seis dias de diligências.

Durante a ação, os policiais apreenderam o celular de uma das vítimas com o homem detido. A corporação informou que o preso integra uma organização criminosa que age em Bayeux e já havia sido detido anteriormente por tráfico de drogas. No entanto, conforme as apurações, ele não seria o fornecedor dos entorpecentes relacionados à vítima; as diligências seguem para identificar o real responsável pelo fornecimento.

Na mesma operação, uma mulher que estava na casa foi presa por tráfico de drogas. A Polícia Civil afirmou que ela não aparece nas imagens vinculadas ao crime enquanto as investigações continuam para esclarecer a participação de cada implicado.

Relembre o caso

Os quatro corpos foram encontrados em uma área de mata no bairro Brisamar, em João Pessoa, na madrugada de sexta-feira (3). A perícia inicial apontou que as vítimas teriam sido mortas há cerca de dois dias por disparos de arma de fogo. Três dos corpos apresentavam as mãos amarradas para trás.

As autoridades informaram que o veículo das vítimas teria sido roubado no município de Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa. O estado avançado de decomposição dos corpos impediu a identificação visual e a verificação precisa do número de perfurações, o que tornou necessários exames cadavéricos para confirmar as identidades. A polícia também disse que dois dos mortos estavam com documentos, mas ainda não há confirmação de que pertenciam a eles.

O caso permanece sob investigação enquanto a Polícia Civil busca localizar e prender os demais suspeitos apontados nos mandados de prisão.

Com informações de G1