A Polícia Civil abriu apurações nas esferas criminal e administrativa sobre o policial que disparou contra um adolescente na tarde de quinta-feira (5), no bairro Valentina de Figueiredo, em João Pessoa. A informação foi divulgada pelo superintendente da corporação na capital, Cristiano Santana, em coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (6).

De acordo com Cristiano Santana, a delegacia responsável requisitou à corregedoria documentação e dados relativos à conduta do agente para subsidiar as investigações. Equipes também já ouviram o adolescente e levantaram outros elementos de prova, e seguem em busca do suspeito, que está foragido.

Fontes da TV Cabo Branco identificaram o agente apenas pelo primeiro nome, Fernando, e informaram que ele está lotado na 8ª Delegacia Distrital, localizada no Bairro das Indústrias. Até o momento, ele não se apresentou à autoridade policial.

Segundo relatos da vítima e de familiares, o confronto começou quando o jovem e a namorada, ambos deixaram a escola e, ao serem surpreendidos pela chuva, se abrigaram sob uma árvore em frente à casa de um idoso. A família afirma que o morador não teria gostado da presença dos adolescentes e sacou uma arma. O menor passou a gravar a discussão com o celular.

As imagens registradas pelo rapaz mostram o momento em que o homem efetua dois disparos. O primeiro projétil atingiu a região da cintura do adolescente; o segundo, segundo relato do próprio jovem, teria sido dirigido à namorada, de 15 anos. O adolescente disse que entrou na frente e o tiro apenas o atingiu de raspão no peito; a garota não ficou ferida.

A namorada afirmou que não conhecia o idoso e descreveu o episódio como inesperado e assustador. A mãe do adolescente, que preferiu não se identificar, disse conhecer o homem e que foi informada sobre os disparos pela jovem.

O adolescente foi socorrido e encaminhado ao Ortotrauma de Mangabeira (conhecido como Trauminha), onde recebeu atendimento e teve alta. Em seguida, passou por exame de corpo de delito no Instituto de Polícia Científica (IPC) e prestou depoimento na Central de Polícia, acompanhada pela mãe.

Conforme explicado pelo superintendente, a investigação seguirá com a oitiva do policial suspeito, apreensão da arma e encaminhamento do armamento para perícia, além da realização de demais exames necessários para a apuração dos fatos.

Com informações de G1