Um policial militar de folga foi detido em flagrante na madrugada de domingo, 29 de março de 2026, após efetuar disparos em um bar no bairro do Geisel, zona sul de João Pessoa. O episódio deixou um homem morto e outras duas pessoas feridas, segundo informações da Polícia Civil e relatos de testemunhas.
De acordo com testemunhas ouvidas pela TV Cabo Branco, a confusão começou depois do término de uma apresentação musical no estabelecimento. O policial, de 37 anos, e uma mulher que o acompanhava aparentavam estar embriagados. Clientes do bar teriam tentado prestar auxílio à mulher, que apresentava dificuldades para se manter em pé, e essa intervenção teria provocado desentendimento com o militar.
Durante a discussão, o policial teria realizado disparos. Um homem identificado apenas como “Júnior da Carne” foi atingido, socorrido ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Após os primeiros tiros, frequentadores do local tentaram conter o suspeito e entraram em confronto corporal com ele para impedir a fuga. Ainda assim, já na área externa do bar, o policial teria efetuado novos disparos, que atingiram outras duas pessoas.
Entre os feridos estão um homem de 44 anos, baleado e internado no Hospital de Emergência e Trauma em estado clínico estável, e uma mulher de 38 anos, que recebeu atendimento e recebeu alta hospitalar. O policial também sofreu ferimentos durante a luta corporal; foi levado ao mesmo hospital, liberado após atendimento e, em seguida, encaminhado ao 1º Batalhão da Polícia Militar, onde aguarda audiência de custódia.
A Polícia Militar da Paraíba informou, em nota, que o caso envolveu um policial de folga, que as equipes agiram rapidamente para controlar a situação, prestar socorro às vítimas e conduzirem o suspeito às autoridades competentes. A corporação afirmou ainda que as medidas legais e administrativas foram adotadas e que o caso segue em investigação.
As circunstâncias precisas que motivaram os disparos e a dinâmica completa das agressões estão sendo apuradas pelas autoridades competentes.
Com informações de G1




