A aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, anunciada na quinta-feira (9), abriu espaço para que o presidente Lula (PT) faça sua terceira indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta gestão.

Trio lidera a corrida

Hoje, três nomes despontam como favoritos:

• Bruno Dantas – ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), presidiu a corte durante as eleições de 2022 e mantém relações próximas com os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), além dos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes.

• Jorge Messias – ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), tem ligação direta com Lula e já foi cogitado para o STF na vaga aberta com a saída de Rosa Weber.

• Rodrigo Pacheco – senador pelo PSD-MG e ex-presidente do Senado; é advogado e manifesta publicamente interesse em integrar a Corte. Em encontro social, o ministro Gilmar Mendes declarou que vê em Pacheco o perfil “corajoso e preparado” que considera necessário ao Supremo.

Pressão por indicação feminina

Com a nomeação de Flávio Dino para a cadeira deixada por Rosa Weber, o STF ficou com apenas uma ministra em atividade, Cármen Lúcia. Por isso, cresce a pressão para que o próximo escolhido seja mulher. Nesse cenário, ganha força o nome da presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha, embora seu nome ainda seja tratado como alternativa de menor probabilidade.

Outros cotados

Também são mencionados no Palácio do Planalto:

• Vinicius Carvalho, ministro da Controladoria-Geral da União (CGU).

• Wellington César Lima e Silva, advogado da Petrobras e ex-secretário de Assuntos Jurídicos da Presidência.

Efeitos em cadeia no TCU

Se Bruno Dantas deixar o TCU para assumir o STF, uma nova vaga será aberta na corte de contas, oportunidade vista por aliados do governo para reacomodar quadros políticos.

Despedida de Barroso

Barroso encerrou 12 anos e 3 meses no Supremo, oito anos antes da aposentadoria compulsória, prevista apenas para 2033. Ao anunciar a decisão, afirmou que deseja “seguir outros rumos” e aproveitar a vida longe da exposição do cargo.

A definição do substituto depende agora da escolha presidencial e da aprovação do Senado.

Com informações de Paraíba Online