A prefeita de Cajazeiras, Corrinha Delfino (PP), respondeu a críticas da vereadora Luzia Trajano (PMN) sobre o veto a um projeto que previa a instalação de comedouros e bebedouros para animais em situação de rua. A manifestação ocorreu na sexta-feira (12), durante entrevista ao programa Canal Aberto, transmitido pela rádio FM Cidade. Na mesma entrevista, a gestora explicou questionamentos referentes a um contrato licitatório de R$ 14,2 milhões destinado ao gerenciamento da frota municipal.

Veto por vício de iniciativa

Ao justificar a decisão de vetar a proposta voltada à proteção animal, Corrinha afirmou que a avaliação considerou aspectos técnicos e de constitucionalidade. A prefeita sustentou que houve vício de iniciativa por parte da Câmara Municipal ao apresentar um projeto que acarreta despesas diretas ao Poder Executivo, defendendo que matérias que geram custos devem partir da própria administração.

A chefa do Executivo ressaltou que o veto não significa desatenção ao tema animal e informou que o município conclui a construção do Centro de Recuperação Animal, com investimento de quase R$ 400 mil em recursos próprios, cuja inauguração está prevista para agosto de 2026.

Contrato licitatório de R$ 14,2 milhões

Sobre o contrato relacionado à gestão, manutenção e abastecimento da frota de veículos oficiais, alvo de questionamentos da oposição quanto ao valor global e aos prazos, a prefeita disse que o processo atende a uma recomendação do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) voltada à modernização administrativa.

Corrinha informou que a implantação de um sistema informatizado de cartões de abastecimento e do rastreamento dos carros já trouxe resultados. Segundo ela, em três meses de operação a fiscalização mais rígida gerou economia suficiente para que a Secretaria de Infraestrutura adquirisse uma minicarregadeira (Bobcat) avaliada em R$ 350 mil.

Para dimensionar o custo do contrato, a prefeita explicou que o consumo mensal de combustíveis na cidade gira em torno de R$ 400 mil — o que representa cerca de R$ 4 milhões em dez meses — e que, do total de R$ 14,2 milhões, aproximadamente R$ 10 milhões seriam destinados a despesas contínuas de manutenção e compra de peças. Ela afirmou que a execução dos serviços tem sido conduzida com transparência.





A reportagem encerra com as informações apresentadas pela prefeitura durante a entrevista.

Com informações de Diariodosertao