Empresa citada na Operação Argos mantém ou manteve contratos com prefeituras da Paraíba
O site Polêmica Paraíba fez um levantamento para identificar municípios paraibanos que mantêm ou mantiveram vínculos contratuais com a AF Amaro Engenharia e Consultoria EIRELI-ME, inscrita sob o CNPJ 29.107.599/0001-49, após a empresa ter sido citada nas investigações da Operação Argos.
A apuração foi realizada a partir dos registros públicos disponíveis em portais de transparência e diários oficiais municipais, consultados depois que a Polícia Civil da Paraíba incluiu a empresa nas diligências do inquérito. Os sistemas públicos indicam contratos efetivos ou participação em processos licitatórios nos municípios abaixo:
- Santa Luzia
- Princesa Isabel
- Marizópolis
- Malta
- Tenório
- Uiraúna
Além desses registros oficiais, a cidade de Pombal também foi mencionada nas investigações e citada em um vídeo diário pelo jornalista Gutemberg Cardoso, segundo a reportagem. Em Santa Luzia e Pombal há publicações em diários municipais e informações nos portais das respectivas prefeituras que atestam a presença da empresa em atos administrativos.
Operação Argos
A Operação Argos foi deflagrada pela Polícia Civil da Paraíba (PCPB), com apoio do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco/MPPB) e da Polícia Civil de São Paulo. As ações cumpriram 44 mandados de prisão preventiva e 45 mandados de busca e apreensão. Também houve bloqueio de aproximadamente R$ 105 milhões em contas bancárias, além do sequestro de imóveis e veículos de luxo.
De acordo com a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), empresas teriam sido inseridas em processos licitatórios para conferir aparência de legalidade a recursos supostamente oriundos do tráfico de drogas. Um dos episódios apontados na investigação envolve contratações relacionadas ao município de Pombal.
A apuração policial continua em andamento. Os contratos identificados nos portais municipais constituem atos administrativos formais, e as autoridades buscam esclarecer se parte dessas contratações foi utilizada para a prática de lavagem de capitais.
Com informações de Polemicaparaiba



