Disputa pela presidência da ALPB já movimenta cenários políticos estaduais
A presidência da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) é vista como cargo estratégico e tem provocado articulações políticas antecipadas para a escolha do novo ocupante, cuja eleição está marcada para 1º de fevereiro de 2027. Nove meses antes do pleito, partidos e pré-candidatos ao governo estadual já negociam nomes e acordos que devem definir o comando da Mesa Diretora nos biênios 2027–2028 e 2029–2030.
O presidente da ALPB é o chefe do Poder Legislativo estadual e dirige a Mesa Diretora, composta por nove membros eleitos por maioria absoluta para mandatos de dois anos. Entre as atribuições previstas no Regimento Interno estão presidir e conduzir as sessões plenárias, decidir questões de ordem, interpretar o regimento, assinar resoluções e decretos legislativos, além de atividade administrativa como gestão orçamentária e financeira, nomeações e exonerações de pessoal, autorização de licitações e assinatura de contratos. O presidente também representa a Casa em juízo ou junto aos demais poderes e pode, em caso de impedimento do governador e do vice, assumir o Governo do Estado.
Na atual composição da Mesa Diretora do biênio 2025–2026, o deputado Adriano Galdino (Republicanos) ocupa a presidência da ALPB. Compete a ele, entre outras atribuições, nomear membros de comissões permanentes e temporárias mediante indicação escrita dos líderes partidários. O cargo permite ainda influência sobre a atuação do Executivo estadual e sobre a dinâmica de oposição na Assembleia.
A estrutura da Mesa Diretora inclui os postos de Presidente, 1º e 2º Vice-Presidente, 1º a 4º Secretários e suplentes até o 4º. Se nenhum candidato obtiver maioria absoluta nas votações para os cargos, realiza-se um segundo turno entre os dois mais votados; em caso de empate, vence o deputado mais idoso ou com maior número de legislaturas.
As articulações ganharam impulso após a janela partidária, encerrada em 4 de abril, quando 19 dos 36 deputados trocaram de sigla. Republicanos e Progressistas aparecem com as maiores bancadas, enquanto o PSB estadual se reestrutura após perdas. Esse novo mapa partidário deve influenciar votações e alianças durante os últimos meses do mandato do atual governador e no processo eleitoral deste ano.
Pré-candidatos ao Governo já indicaram preferências para a presidência da ALPB: se Lucas Ribeiro (PP) for reeleito, acordo político garante espaços ao Republicanos, com o nome de Wilson Filho apontado para o primeiro biênio e Olivia Motta para o segundo, segundo declarou Adriano Galdino. Caso Cícero Lucena (MDB) vença, Felipe Leitão (MDB), hoje vice-presidente da ALPB, é o indicado. No cenário de vitória de Efraim Filho (PL), Segundo Domiciano (PL) surge como opção para o primeiro biênio, com Walber Virgolino também cotado dependendo do resultado eleitoral. Há ainda a possibilidade de que, se nenhum dos deputados indicados for eleito e o Progressistas obter a maior bancada com Lucas reeleito, o deputado Eduardo Carneiro (PP) seja lançado como candidato à presidência, o que derrubaria o chamado “Acordo da Granja”.
Essas movimentações demonstram a importância política e administrativa do cargo e explicam a antecipação das negociações mesmo antes da escolha dos 36 deputados estaduais que, em 2027, elegerão a nova Mesa Diretora da ALPB.
Com informações de Polemicaparaiba



