No início desta semana, o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEPB), Cassiano Pereira, reuniu-se com parlamentares na Câmara dos Deputados, em Brasília, para tratar da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho, abolindo o atual sistema de escala 6×1.
A ofensiva da FIEPB integra ainda a atuação da Associação Nordeste Forte e ocorre em sintonia com a mobilização da Confederação Nacional da Indústria (CNI) junto ao Congresso Nacional. O principal objetivo é sensibilizar os deputados quanto aos impactos econômicos e sociais de eventuais mudanças no tempo de expediente, hoje limitado a 44 horas semanais.
Durante a agenda, Cassiano Pereira esteve no gabinete do deputado federal Cabo Gilberto Silva (PB), líder da oposição na Câmara, onde apresentou uma cartilha técnica da CNI. O material destaca possíveis consequências negativas para o setor produtivo caso haja descaracterização do limite legal de horas trabalhadas.
Segundo o presidente da FIEPB, “esse é um trabalho de sensibilização que estamos realizando com a bancada federal da Paraíba, endossando e reforçando a articulação que a CNI tem feito no Congresso Nacional, alertando sobre os riscos que a extinção dessa escala de trabalho pode gerar para o setor industrial”.
Cassiano Pereira enfatizou que qualquer alteração na legislação precisa ser precedida de um amplo diálogo entre trabalhadores, empregadores e representantes governamentais. Ele argumenta que debates “devem ter como princípios condutores a viabilidade técnica e a responsabilidade social”.
O presidente da FIEPB também ressaltou a importância de um modelo de jornada que “preserve a produtividade brasileira, fortaleça a competitividade do país e assegure os direitos trabalhistas, garantindo também previsibilidade, eficiência operacional e a sustentabilidade das empresas”.
Como parte dessa estratégia, a FIEPB pretende ampliar as conversas com demais deputados e senadores, buscando apoio para manter as condições atuais de trabalho e evitar aumentos de custo e perda de flexibilidade para as indústrias paraibanas e brasileiras.
Com informações de Polemicaparaiba



