Alcolumbre diz que investigação não depende de CPI e critica uso político
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que a possibilidade de criar uma comissão parlamentar de inquérito sobre o caso conhecido como “CPI do Master” tornou-se ainda mais remota. Em declaração divulgada em 8 de junho de 2026, Alcolumbre apontou que a abertura da investigação no Congresso poderia ser utilizada como palanque eleitoral, o que para ele inviabilizaria a instalação da comissão.
O senador ressaltou que diferentes órgãos do sistema de Justiça já atuam nas apurações, citando a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a própria Justiça brasileira como instâncias que investigam o episódio. Segundo Alcolumbre, esses mecanismos institucionais já estão conduzindo as apurações necessárias, reduzindo a necessidade de intervenção parlamentar por meio de uma CPI.
Ao comentar sobre a responsabilidade pelos fatos apurados, o presidente do Senado disse não ter clareza sobre quem seria o responsável, citando, entre possibilidades, o Banco Central do Brasil — sem, no entanto, apontar um culpado definido. A declaração de Alcolumbre reforça a posição de que não vê justificativa para transformar a discussão em ato político durante o período eleitoral.
A afirmação do presidente do Senado ocorre em meio a articulações no Congresso sobre a necessidade e o momento adequado para instaurar comissões de investigação. Alcolumbre, do partido União-AP, manifestou preferência por permitir que as investigações em curso pelos órgãos competentes se desenvolvam sem que o Parlamento passe a protagonizar o processo por meio de uma CPI.
Com isso, a chance de que o Senado instale formalmente a chamada “CPI do Master” diminui, segundo a avaliação pública do próprio presidente da Casa. A decisão de não avançar com a criação da comissão permanece, por ora, alinhada à justificativa de evitar usos políticos da iniciativa enquanto as apurações seguem sob responsabilidade das autoridades judiciais e policiais.
Com informações de Paraibaonline



