O professor de Língua Portuguesa Golbery Rodrigues utilizou o quadro “Dicas de Português”, exibido em 31 de dezembro de 2025, para desfazer uma dúvida que costuma reaparecer sempre que o calendário se aproxima do fim: há, de fato, diferença entre as grafias “Ano-Novo”, “ano-novo” e “ano novo”? De acordo com o docente, a resposta é positiva, e cada forma deve ser aplicada conforme o sentido pretendido pelo falante ou pelo escritor.
Durante a explicação, Rodrigues ressaltou que a variação não é meramente estética. Segundo ele, o emprego de letras maiúsculas ou minúsculas e o uso do hífen cumprem funções semânticas específicas. O professor afirmou que compreender essas nuances ajuda a evitar equívocos em textos jornalísticos, documentos oficiais e, até mesmo, em mensagens de felicitação.
O especialista esclareceu ainda que a escolha da grafia depende da função sintática que a expressão exerce na frase. Para exemplificar, relatou casos em que “Ano-Novo” aparece como referência direta a uma data comemorativa, diferindo de “ano-novo” e “ano novo”, que podem assumir papéis adjetivos ou simplesmente descrever o período que se inicia.
Ao longo do quadro, Rodrigues observou que a falta de familiaridade com as regras do Acordo Ortográfico leva muitos falantes a utilizar as três formas de maneira indistinta. Ele frisou, no entanto, que o domínio de normas como a presença ou a ausência do hífen contribui para textos mais claros e adequados. “Quando o autor identifica a função que a expressão desempenha no contexto, a escolha da grafia torna-se automática”, declarou.
Questionado por ouvintes, o professor destacou a importância de consultar obras de referência, como gramáticas e dicionários atualizados, sobretudo em períodos de grande circulação de mensagens sobre o fim de ano. Segundo ele, mesmo profissionais que trabalham com a escrita podem ter dúvidas diante de casos específicos, o que reforça a necessidade de checagem constante.
Por fim, Rodrigues recomendou atenção redobrada na produção de cartões de congratulação, posts em redes sociais e peças publicitárias. Para o professor, empregar a forma correta demonstra cuidado com a língua e respeito ao interlocutor, além de evitar ambiguidades.
Com informações de Paraibaonline




