O Centro Universitário Santa Maria (UNIFSM) teve representação no XXXV Congresso Latino-Americano e Caribenho de Sociologia (ALAS 2026), realizado entre 26 e 31 de julho no Rio de Janeiro. A instituição foi representada pela professora Lindalva Alves, que apresentou o trabalho intitulado “Educação em e para os Direitos Humanos: Prática Exitosa no UNIFSM”. O estudo foi desenvolvido por Maria Iranilda Silva Magalhães, Joanacele Gorgonho Ribeiro Nóbrega, Sheylla Nadjane Batista Lacerda, Juliana Goldfarb de Oliveira, Lindalva Alves Cruz, Caio Visalli Lucena e Ícaro Magalhães.

Em entrevista à TV Diário do Sertão, a pesquisadora ressaltou a liberdade de cátedra oferecida pela instituição localizada em Cajazeiras, no Sertão paraibano, como fator que favoreceu o desenvolvimento das investigações sobre novas perspectivas sociais. Segundo Lindalva, essa autonomia permitiu a continuidade de estudos que dialogam com teorias da decolonialidade.

A edição do ALAS reuniu representantes de diversos países da América Latina e do Caribe para debater dilemas contemporâneos resultantes de um contexto global instável. Os debates no congresso concentraram-se em questões como a chamada “policrise” — conceito que reúne múltiplas crises simultâneas —, a crise de reprodução social, as desigualdades socioeconômicas e os desafios ecológicos atuais.

Durante sua apresentação e participação nos debates, a professora do UNIFSM enfatizou a importância dos saberes originários e tradicionais do Sertão paraibano como alternativas ao paradigma científico eurocêntrico, apontando-os como contribuições concretas para a sustentabilidade e preservação ambiental. Ela destacou que esses conhecimentos, historicamente marginalizados, emergem como respostas para enfrentar crises socioambientais e para fortalecer práticas ancestrais.

Além disso, Lindalva chamou atenção para os riscos associados ao avanço tecnológico desregulado e à polarização social, observando que tais processos podem comprometer a condição humana e agravar fenômenos como violência, desinformação e retrocessos nas formas de convivência. Para a pesquisadora, é necessário repensar práticas, teorias e modos de vida para evitar danos maiores ao planeta.

O trabalho apresentado pelo UNIFSM integrou a programação do congresso e contribuiu para as discussões sobre educação, direitos humanos e alternativas epistemológicas frente às crises contemporâneas.





Com informações de Diariodosertao