O PSB confirmou, nesta quarta-feira (29), em convenção nacional realizada em Brasília, a indicação do vice-presidente Geraldo Alckmin como candidato à reeleição na mesma chapa encabeçada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, a sigla também declarou apoio formal à coligação formada pelas federações PT-PCdoB-PV, Psol-Rede e pelo PDT.

Ao agradecer a escolha, Alckmin disse que a recondução amplia sua responsabilidade. “Aumentou a minha responsabilidade para estar à altura da confiança de vocês, à altura da responsabilidade para estar junto ao presidente Lula. Fico honrado por esta caminhada cívica que vamos ter pela frente”, afirmou.

O vice-presidente recordou os desafios econômicos enfrentados no início do atual governo e criticou a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Alckmin, a administração iniciada em 2023 teve dificuldades fiscais, com falta de recursos para programas sociais, acúmulo de precatórios e redução do ICMS sobre combustíveis sem diálogo com os governadores.

Sem citar nominalmente o ex-presidente, ele também mencionou episódios relacionados à tentativa de impedir a posse do governo eleito após 2022. “Não é possível falar em liberdade utilizando o aparato do Estado para impedir as pessoas de votarem legitimamente e tentando impedir a eleição, propondo a derrubada de governo eleito”, declarou.

O vice ressaltou avanços atribuídos à atual gestão, apontando o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a melhora nos indicadores de emprego e renda e a aprovação da reforma tributária, que classificou como medida estrutural para o desenvolvimento do país.

Durante o ato, o presidente Lula elogiou a parceria com Alckmin e destacou a confiança mútua entre ambos. “O Alckmin é aquela garantia que todo mundo precisa. É aquela pessoa que você pode deitar com a certeza absoluta de que ele está trabalhando para que as coisas deem certo no país”, disse o presidente, acrescentando que, com Alckmin como vice, “nunca vai pensar que vai dormir e vai ter um golpe no dia seguinte”. Lula ressaltou ainda a lealdade, a capacidade de trabalho e a honestidade do companheiro de chapa.

A renovação da aliança entre Lula e Alckmin confirma a continuidade de uma parceria que surpreendeu o cenário político em 2022. Embora o PSB e o PT tenham histórico de afinidade, Alckmin construiu a maior parte da carreira no PSDB, partido que tradicionalmente fez oposição ao PT. Em 2006, os dois disputaram o segundo turno da eleição presidencial.

Após deixar o PSDB em 2021, Alckmin aproximou-se de Lula e filiou-se ao PSB em março de 2022 para integrar a chapa como candidato a vice-presidente; a mesma composição agora foi oficializada para a disputa pela reeleição.

Com informações de Polemicaparaiba