A direção nacional do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) rejeitou, nesta quarta-feira (22), a acusação de machismo feita pela ex-dirigente Rama Dantas após sua expulsão. Em nota enviada ao Jornal da Paraíba, a sigla declarou que o desligamento de Dantas e de outros militantes resultou de um processo interno “democrático” baseado em divergências políticas e no descumprimento de regras partidárias.
Segundo o PSTU, o grupo minoritário que deixou o partido discordava da maioria em temas nacionais e internacionais, no programa e na “moral partidária”. A legenda listou entre os principais pontos de conflito a avaliação do governo Lula e do bolsonarismo, definido pela direção como “fenômeno reacionário que precisa ser combatido”.
“As diferenças foram muitas e em vários terrenos. O que levou à separação foi a decisão desse setor de, sendo ampla minoria, não aceitar a posição da maioria, bloqueando debates internos e recusando-se a cumprir as resoluções aprovadas coletivamente”, afirmou a nota.
Posição de Rama Dantas
Na terça-feira (21), Rama Dantas alegou ter enfrentado “problemas de moral e de machismo”, além de pressões reformistas dentro do partido. De acordo com ela, o setor majoritário “não apenas não aceitou a crítica como também nos expulsou”.
Imagem: Internet
Histórico do partido na Paraíba
Identificado com a esquerda radical, o PSTU nunca venceu as eleições que disputou na Paraíba, embora costume lançar candidaturas próprias para cargos majoritários. O estatuto da legenda defende uma “revolução socialista” que leve a classe operária ao poder, instaure a “ditadura revolucionária do proletariado” e promova a abolição da grande propriedade privada.
Com informações de Jornal da Paraíba




