O ex-presidente do Partido dos Trabalhadores em João Pessoa, Marcus Túlio, declarou nesta terça-feira (data não informada na matéria original) que a legenda ainda não tomou qualquer decisão sobre quem ocupará a vaga de vice-governador em uma eventual chapa majoritária para as eleições estaduais de 2026.
A manifestação ocorre após o vereador e pré-candidato a deputado federal Marcos Henriques ter o nome ventilado como possível indicado do PT para compor as chapas de Cícero Lucena (MDB) ou Lucas Ribeiro (PP). Nos bastidores, setores próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendem Henriques como o “mais cotado” caso a sigla resolva participar de uma aliança que lhe garanta o posto de vice.
Em entrevista ao portal Polêmica Paraíba, Marcus Túlio frisou que o processo interno é conduzido de forma “democrática” pela presidenta estadual do partido, Cida Ramos, eleita em primeiro turno com maioria expressiva. “Quem fala em nome do partido é a presidência”, afirmou, reforçando que declarações feitas por outros dirigentes ou filiados refletem opiniões particulares e não representam posicionamento oficial.
De acordo com Túlio, nem a Executiva Estadual nem o Diretório Estadual deliberaram sobre alianças eleitorais ou sobre a indicação de nomes para a chapa majoritária. Sem esse debate interno, pontuou o dirigente, qualquer especulação a respeito de vice-governador permanece como hipótese.
O ex-presidente municipal explicou que as regras partidárias determinam que a decisão final passe pelas instâncias colegiadas, onde serão avaliadas as composições possíveis, o cenário político e os interesses programáticos. “A definição será tomada coletivamente”, reforçou.
Procurado pela reportagem, Marcos Henriques reconheceu que seu nome “está sendo ventilado como possibilidade” e sinalizou disposição para assumir a função, caso o PT confirme participação na chapa vencedora de 2026. Entretanto, o vereador ressaltou que aguardará a deliberação formal do partido.
Até o momento, não há data marcada para que a legenda reúna seus dirigentes a fim de resolver o tema. A expectativa é de que a discussão avance ao longo de 2025, quando o cenário eleitoral estará mais definido e as negociações com MDB e PP deverão ganhar força.
Enquanto isso, Marcus Túlio reforça a orientação de que filiados aguardem a convocação oficial antes de tornar públicas preferências pessoais. “Qualquer manifestação fora das instâncias competentes é precipitada”, concluiu.
Com informações de Polemicaparaiba



