O Partido dos Trabalhadores (PT) da Paraíba ajuizou ações no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a empresa Nordext OOH, responsável pela gestão de um relógio digital instalado na Avenida Epitácio Pessoa, em João Pessoa. No equipamento, apareceram letreiros com as frases “Lula ladrão” e “Fora Lula”.
Segundo a legenda, a empresa é alvo de processos por calúnia e disseminação de fakenews. Além das medidas eleitorais, o PT informou que protocolou uma ação na Justiça comum visando à perda da concessão do serviço e ao pedido de reparação por danos.
O partido também notificou a Prefeitura de João Pessoa, responsável pela concessão do uso do equipamento e pela fiscalização do serviço público, solicitando a intervenção para que as mensagens contrárias ao presidente da República sejam retiradas e que sejam adotadas providências de fiscalização.
Em nota oficial, o PT afirmou que difamação e fake news configuram crime e que responsabilizará todas as pessoas envolvidas no episódio. A legenda destacou ainda sua trajetória e o mandato do presidente: “O Partido dos Trabalhadores tem 46 anos de fundação com papel fundamental na construção da democracia, e o presidente Lula exerce seu 3º mandato eletivo de Presidente da República Federativa do Brasil, assegurado pelo voto popular e pela Justiça Eleitoral do Brasil”, informou o partido na comunicação, datada de 28 de fevereiro de 2026.
A empresa Nordext OOH declarou que o painel foi alvo de invasão ao sistema virtual. Em nota, a companhia afirmou que os hackers acessaram o equipamento, que as senhas foram trocadas, que foi registrado Boletim de Ocorrência e que estão sendo tomadas providências para identificar os responsáveis.
As ações propostas pelo PT tramitam no âmbito eleitoral e na Justiça comum, ao passo que a prefeitura municipal foi notificada para cumprir suas atribuições de fiscalização do serviço público concedido. Não há, até o momento, registro público de decisão judicial sobre os pedidos do partido ou de identificação dos supostos invasores do sistema do relógio.
O caso mobiliza debates sobre responsabilidade de concessionárias e órgãos municipais na gestão de espaços públicos digitais e sobre mecanismos de controle frente a mensagens de cunho político exibidas em equipamentos urbanos.
Com informações de Maispb



