O Partido dos Trabalhadores (PT) confirmou, na manhã deste domingo (2), a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. Lula, que disputa a reeleição, concorrerá ao cargo pela sétima vez com a intenção de alcançar um quarto mandato. O ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) novamente integra a chapa como candidato a vice-presidente.
A convenção petista foi realizada em São Paulo e contou com representantes das legendas que integrarão a coligação: PSB, PCdoB, PV, PDT, PSOL e Rede. Embora algumas dessas siglas tenham apresentado candidatos próprios em eleições anteriores, optaram por apoiar Lula nesta eleição com o argumento de que a união é o caminho mais eficaz para evitar o retorno do bolsonarismo ao comando do Executivo federal.
Lula tem longa trajetória em disputas presidenciais. Sua primeira candidatura ocorreu em 1989, na primeira eleição após o período de redemocratização, quando foi derrotado por Fernando Collor de Mello no segundo turno. Nos dois pleitos seguintes, perdeu para Fernando Henrique Cardoso.
Em 2002 voltou à disputa e foi eleito, superando José Serra. Quatro anos depois, em 2006, foi reeleito, tendo Geraldo Alckmin como o segundo colocado naquele pleito. Em 2022, duas décadas depois de sua primeira vitória, Lula voltou a ser eleito para um terceiro mandato em uma eleição marcada pela polarização com o então presidente Jair Bolsonaro.
Em 2018, sua candidatura chegou a ser registrada, mas foi impedida pela Justiça Eleitoral. Naquele período, Lula encontrava-se preso após condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, resultado de uma das fases da Operação Lava Jato.
Aos 80 anos, Lula está próximo do término do terceiro mandato como chefe do Executivo. Antes de ocupar a Presidência, atuou como líder sindical e foi deputado federal por São Paulo por dois mandatos.
As organizações que acompanharam a convenção não divulgaram, no evento, documentos adicionais que modifiquem a composição formal da aliança anunciada.
Com informações de Jornaldaparaiba



