Quatro pessoas foram presas na sexta-feira (2) sob suspeita de participação em uma quadrilha que teria cometido vários assaltos a casas de autoridades na região de Campina Grande, no Agreste da Paraíba, informou a Polícia Civil.
Segundo a corporação, o primeiro crime ligado ao grupo ocorreu há cerca de 30 dias em Boqueirão. Na ocasião, estavam na residência o prefeito João Marcos de Freitas, a esposa e a filha do gestor. Cinco homens teriam participado da ação, chegando em um carro e em uma motocicleta. Durante o assalto, os criminosos roubaram joias, celulares e outros pertences; o motorista da casa foi agredido e as vítimas foram mantidas dentro do imóvel.
Em 25 de setembro, a polícia aponta que o mesmo grupo invadiu a residência do presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino, em Pocinhos. Na ação, foram subtraídos celulares, joias, dinheiro e outros pertences pessoais, e os suspeitos fugiram em direção à zona rural do município.
Outra ocorrência atribuída ao grupo aconteceu em 1º de outubro, em Queimadas. Na segunda-feira, quatro homens invadiram a casa do ex-prefeito Jacó Maciel e fizeram a família refém; o ex-prefeito não estava no local naquele momento. As vítimas relataram à polícia que os suspeitos levaram celulares, joias e outros objetos, além de terem ameaçado levar uma das pessoas presentes no imóvel.
Prisão e atribuições dos detidos
Entre os quatro presos na sexta-feira, três são investigados por prestar apoio aos crimes, como facilitar a fuga e ocultar veículos usados nas ações. O quarto indivíduo foi apontado como um dos executores do roubo cometido em 1º de outubro, em Queimadas.
Além das quatro prisões dessa última etapa, a Polícia Civil informou que outros quatro homens já haviam sido detidos desde o início das investigações, após o crime registrado em Boqueirão, totalizando oito prisões relacionadas ao caso até o momento.
Durante as diligências, foram apreendidos veículos utilizados pelo grupo e materiais associados ao tráfico de drogas. O material apreendido será analisado e periciado para auxiliar no andamento das investigações.
As autoridades seguem com as apurações para identificar a participação de outras pessoas e reunir provas para as futuras etapas do processo.
Com informações de Jornaldaparaiba



