O município de Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa, passou por sucessivas mudanças no comando do Executivo nas últimas décadas, marcadas por intervenções, renúncias, eleições suplementares e decisões judiciais. Desde o fim da década de 1980, diferentes lideranças se revezaram à frente da administração da cidade portuária.

Histórico de prefeitos desde 1989

O período é lembrado a partir de nomes que ajudaram a consolidar a administração municipal moderna. Entre os primeiros a ser associado a esse ciclo está Francisco Figueiredo de Lima (Chico Marú), filiado ao PMDB, lembrado por sua atuação ainda nos anos 1980 e por ter sido afastado após intervenção estadual em novembro de 1980.

Em 1989, o pleito municipal e o processo de transição elevaram Boanerge Varela ao cargo de prefeito, integrando a sequência de gestões que marcaram as décadas seguintes em Cabedelo.

Anos depois, em 2012, José Maria de Lucena Filho (Luceninha), também do PMDB, foi eleito com votação expressiva. Menos de um ano após assumir, no entanto, renunciou ao cargo em novembro de 2013.

Com a renúncia de Luceninha, o vice-prefeito Wellington Viana França (Leto Viana), então vinculado ao PMDB/PRP, assumiu a prefeitura e conduziu a administração municipal até 2016.

Na eleição suplementar realizada naquele ano, saiu vencedor Vitor Hugo Casteliano, na época filiado ao PRB (atual Republicanos) e posteriormente ao DEM. Casteliano tomou posse em 2017, foi reeleito em 2020 e iniciou novo mandato em 2021; antes de assumir a prefeitura já havia presidido a Câmara Municipal.

A disputa de 2024 e os desdobramentos subsequentes voltaram a provocar alterações no comando da cidade. André Coutinho, do Avante, foi eleito nas eleições de 2024 e empossado em 1º de janeiro de 2025, mas teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) ainda em 2025, o que ensejou a necessidade de nova eleição suplementar.

Com a cassação de André Coutinho, o presidente da Câmara, Edvaldo Neto (Avante), assumiu interinamente a prefeitura. Ele saiu vitorioso na eleição suplementar realizada em 12 de abril de 2026, mas foi afastado do cargo por determinação judicial dois dias após o pleito, em decisão ligada à Operação Cítrico.

A sequência de afastamentos, renúncias e eleições suplementares mostra como fatores políticos e judiciais influenciaram diretamente a sucessão das administrações municipais de Cabedelo desde 1989.

Com informações de Polemicaparaiba