O Progressistas (PP) ainda não definiu a data da convenção que oficializará a candidatura à reeleição do governador Lucas Ribeiro. Com o período de convenções previsto no calendário eleitoral entre 20 de julho e 5 de agosto, a definição da chapa majoritária ganha urgência, tendo como ponto central a escolha do candidato a vice.
A disputa pela vaga tem movimentado a base aliada e expõe o interesse dos partidos em assegurar representação no palanque. Para aliados, a indicação do vice não é apenas simbólica: quem ocupar a posição pode demonstrar força dentro da aliança e ter papel relevante na sucessão caso Lucas seja reeleito.
Republicanos impõe seu peso
O Republicanos, principal parceiro do PP na Paraíba e com a maior bancada na Assembleia Legislativa, reivindica a vaga de vice, argumento reforçado pelo peso do partido também na Câmara dos Deputados. Entre os nomes que circulam está o presidente da Assembleia, Adriano Galdino (Republicanos), integrante do núcleo político da legenda e apontado como um dos concorrentes mais competitivos internamente. Fontes indicam que ele teria resistência em aceitar a vaga por falta de segurança sobre o apoio do PP a uma eventual candidatura ao governo no futuro.
Outro que colocou publicamente o nome à disposição é o deputado Luciano Cartaxo (Republicanos). Cartaxo já ocupou a vice-governadoria durante o governo de José Maranhão (MDB) e foi prefeito de João Pessoa por oito anos, experiência que seus apoiadores destacam como vantagem para compor a chapa, equilibrando a base de João Pessoa com a base campinense de Lucas.
O deputado Wilson Filho também foi citado como possibilidade pelo Republicanos, mas tem negado interesse e declarado preferência por concorrer a novo mandato na Assembleia Legislativa.
Cota feminina sob avaliação
A demanda por uma chapa com mulher como vice trouxe outros nomes à cena. Entre os cotados estão a ex-secretária Rafaella Camaraense (PDT) e a ex-vice-governadora Lígia Feliciano (União Brasil). Apesar do discurso favorável à representatividade feminina, ambas enfrentam barreiras políticas: Rafaella é vista por alguns setores como com densidade eleitoral restrita a uma região e com pouca experiência para uma majoritária; já Lígia, também de Campina Grande, encontra resistência por pertencer ao mesmo reduto eleitoral do governador e por seu partido estar federado ao PP, o que poderia provocar descontentamento entre aliados exclusivos.
Carneiro deixa possibilidade em aberto
O deputado estadual Eduardo Carneiro (PP) figura em alguns prognósticos, mas tem sinalizado prioridade em renovar seu mandato na Assembleia e planeja presidir o Legislativo a partir de 2027. Ainda assim, não tem descartado a possibilidade de integrar a chapa caso seja convocado pela família Ribeiro.
PT coloca pressão por apoio
O Partido dos Trabalhadores (PT), presidido na Paraíba pela deputada Cida Ramos, tenta aproveitar o peso nacional, tempo de televisão e acesso ao fundo eleitoral para negociar espaço na chapa de Lucas. O PT, que está em federação com o PCdoB e o PV, evita apontar nomes para a vaga, mas intensifica as conversas e aumenta a pressão nas tratativas entre os aliados.
A definição do vice depende, agora, das negociações entre o PP e suas legendas parceiras, enquanto o calendário eleitoral aproxima a janela oficial das convenções.
Com informações de Jornaldaparaiba

