O ex-ministro Raul Jungmann faleceu aos 73 anos neste domingo (18), em Brasília. A informação foi confirmada pelo Instituto Brasileiro de Mineração, onde ele atuava como diretor-presidente desde 2022.

Jungmann vinha enfrentando um câncer de pâncreas há mais de um ano. Ele foi internado pela primeira vez em novembro de 2025, recebeu alta em dezembro, mas voltou ao hospital próximo ao Natal. Após passar o Ano Novo em casa, voltou a ser hospitalizado no sábado (17), antes de seu falecimento.

Trajetória no serviço público

Ao longo de sua carreira, Raul Jungmann ocupou o cargo de ministro em quatro ocasiões e cumpriu três mandatos como deputado federal. Durante os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), esteve à frente do Ministério do Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias.

No governo de Michel Temer (2016-2018), Jungmann assumiu o Ministério da Defesa, e em 2018 foi nomeado o primeiro titular do recém-criado Ministério da Segurança Pública. Ainda nesse período, coordenou operações fundamentadas nos decretos de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), mobilizando as Forças Armadas em estados que enfrentavam crises de segurança.

Filiação partidária

Na juventude, militou no antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB). Em 1972, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), permanecendo até 1994. Posteriormente, integrou o Partido Popular Socialista (PPS) até 2001, retornou ao PMDB e, em 2003, voltou ao PPS, permanecendo nele até 2018.

Homenagem e despedida

Raul Jungmann deixa dois filhos e uma neta. O velório e a cremação serão realizados em cerimônia restrita a parentes e amigos, em Brasília, ainda sem detalhes divulgados pela família.

Ao longo de mais de quatro décadas de atuação política, Jungmann se destacou pela condução de pastas fundamentais para a área agrária, de defesa e de segurança pública, deixando legado no enfrentamento a desafios sociais e de ordem pública.

Com informações de Polemicaparaiba