Empresas devem se preparar para mudanças já em 2026

O diretor jurídico da Associação Comercial de Campina Grande (ACCG), Jurandi Eufrausino, alertou nesta sexta-feira (9) para a necessidade de ajustes imediatos por parte das empresas em decorrência da reforma tributária federal. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Caturité FM, o advogado ressaltou que, embora o novo modelo não esteja em plena vigência este ano, o período de transição será crucial para evitar problemas fiscais futuros.

Segundo Eufrausino, a reforma propõe unificar tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS em dois novos impostos principais: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), gerido pelos estados, e o Imposto Seletivo, de competência federal. “As companhias precisam revisar seus processos de faturamento, contratos de compra e venda e fluxo de caixa para atender às alterações no cálculo e na apuração dos tributos”, explicou o diretor jurídico.

Entre as principais ações recomendadas estão a atualização dos sistemas de ERP (Enterprise Resource Planning), treinamentos para equipes de contabilidade e departamentos fiscais, e o acompanhamento das instruções normativas que definirão alíquotas e regras de crédito tributário. Eufrausino enfatizou que, apesar de existir um cronograma de migração até 31 de dezembro de 2026, atrasos ou falhas na implementação podem resultar em autuações e multas.

Na entrevista concedida à Rádio Caturité FM, o diretor da ACCG também destacou que o setor de comércio varejista e a indústria serão os mais afetados, pois terão de adaptar etiquetas fiscais, leitores de código de barras e sistemas eletrônicos de emissão de notas. “É fundamental realizar uma auditoria interna para mapear quais operações estarão sujeitas ao IBS e revisar políticas de compliance tributário”, acrescentou.

Além disso, Eufrausino orientou os empresários a buscarem orientação jurídica especializada e participarem de seminários setoriais para esclarecer dúvidas e trocar experiências. “Uma abordagem preventiva reduz custos de adequação e minimiza retrabalhos”, disse ele, reforçando a importância de implementar relatórios detalhados sobre as operações tributáveis ao longo de 2025.

Para enfrentar as mudanças, a ACCG recomenda que as empresas atualizem seus planos orçamentários, invistam em sistemas de gestão fiscal e iniciem imediatamente as adequações técnicas e jurídicas. Com isso, estarão preparadas para a transição ao novo modelo de tributação em 2026 e evitarão impactos negativos em seu fluxo de caixa.





Com informações de Paraibaonline