O presidenciável Renan Santos, do partido Missão, informou nesta terça-feira (1) que apresentará um pedido de impeachment contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa e, segundo Santos, o documento será protocolado durante uma manifestação marcada para as 18h30 na Avenida Paulista, em São Paulo.

Ao explicar os motivos da iniciativa, Santos associou o nome de Alexandre de Moraes a irregularidades no caso do Banco Master. Segundo o presidenciável, Moraes teria participação no escândalo envolvendo a instituição financeira, citando um encontro do ministro com o banqueiro Daniel Vorcaro ocorrido um dia antes da prisão do empresário. Santos também mencionou que Moraes teria editado um contrato relativo a Viviane Barci de Moraes com Vorcaro.

Disputa interna no STF e postura em relação a Toffoli

Sobre Dias Toffoli, o candidato afirmou que a atuação do ministro integra uma disputa interna na corte. Santos disse que existem duas alas em conflito dentro do STF e enquadrou Toffoli como membro de uma dessas correntes, relacionando o embate na corte à definição das eleições. O presidenciável declarou ainda que optou por não se reunir com Toffoli para tratar do processo de registro de sua candidatura.

O episódio faz parte de uma sequência de decisões envolvendo Santos: anteriormente, Toffoli havia determinado a suspensão da propaganda eleitoral digital do presidenciável e a proibição de sua participação em debates. A suspensão foi revertida pelo próprio ministro na mesma terça-feira após a defesa de Renan Santos apresentar um relatório e pedir reconsideração.

O caso refere-se à apresentação, 12 dias após o pedido de registro da candidatura, de uma lista com 16 perfis em redes sociais. Minutos antes da decisão ser revertida, Santos comentou com jornalistas sobre o prejuízo causado pela suspensão e chegou a anunciar que participaria de podcasts e programas de televisão, posicionamento que mudou após a derrubada da medida.

A nova ofensiva de Santos contra os ministros Toffoli e Moraes amplia a disputa política em torno do STF e chega embalada pela mobilização pública prevista para a Avenida Paulista.

Com informações de Polemicaparaiba