A festa da virada de ano no Rio de Janeiro promete impulso recorde para a economia local. Levantamento Réveillon em Dados, elaborado pela Empresa de Turismo do Município (Riotur), pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e pelo Instituto Fundação João Goulart, projeta que os eventos de 31 de dezembro movimentarão R$ 3,34 bilhões, crescimento de 6% em comparação com a passagem de 2024 para 2025.
O estudo estima público superior a 5 milhões de pessoas distribuídas pelos diversos pontos de celebração. Somente a Praia de Copacabana deve concentrar aproximadamente metade desse total, reunindo moradores e visitantes.
Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima, o Réveillon tem papel estratégico para a capital fluminense. “É um evento fundamental para o Rio, pois já entramos no novo ano com acentuada movimentação econômica, inferior apenas ao Carnaval”, afirmou.
As projeções utilizam dados de notas fiscais emitidas diariamente por segmentos diretamente impactados pela virada, de acordo com a Secretaria Municipal de Fazenda. Hospedagem, alimentação, transporte e serviços lideram a demanda.
Para o presidente da Riotur, Bernardo Fellows, a importância da festa vai além do espetáculo pirotécnico. “O Réveillon do Rio é muito mais do que a maior virada do mundo. A análise evidencia sua relevância como indutor da atividade econômica, com efeitos diretos sobre setores como hospedagem, alimentação, transporte e serviços”, destacou.
Programação em Copacabana
O palco principal, batizado de Palco Rio e montado em frente ao Hotel Copacabana Palace, terá como atrações centrais Gilberto Gil e Ney Matogrosso. No mesmo espaço, sobem também Alcione, João Gomes, Iza, DJ Alok, Belo e a escola de samba Beija-Flor.
Na altura da Rua República do Peru ficará o Palco Samba, que receberá Roberta Sá, Mart’nália, Diogo Nogueira, o Bloco da Preta com o novo vocalista Feyjão e a escola de samba Grande Rio.
Já o Palco Leme, dedicado à música gospel, contará com apresentações de Midian Lima, Samuel Messias, Thalles Roberto e o grupo de pagode gospel Marcados.
Além de Copacabana, bairros como Barra da Tijuca e Recreio também terão queimas de fogos e atrações musicais, reforçando a rede de eventos espalhada pela cidade.
Com a expectativa de alta ocupação na rede hoteleira, a prefeitura reforçou a coordenação com órgãos de transporte para assegurar oferta adicional de ônibus e metrô, além de ações voltadas à segurança e à limpeza das praias.
O Réveillon, tradicionalmente considerado a segunda maior celebração do calendário carioca, deve abrir 2026 com injeção bilionária, consolidando-se como importante termômetro para o turismo e para a arrecadação municipal.
Com informações de Agência Brasil



