O ex-governador da Paraíba, Roberto Paulino, anunciou nesta sexta-feira (9) sua decisão de continuar filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), mesmo após a prefeita de Guarabira, Léa Toscano (União), declarar apoio à pré-candidatura de Cícero Lucena (MDB) ao governo do estado.

Paulino, que tem vínculo histórico de 50 anos com o MDB, afirmou à CBN que mantém a fidelidade à legenda apesar do alinhamento do partido ao projeto do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, que disputa o Palácio da Redenção contra a plataforma do governador João Azevêdo (PSB).

Aparente conflito interno no MDB

Integrante da base aliada de Azevêdo, Roberto Paulino enfrenta um dilema político: sua trajetória dentro do MDB está marcada por sucessivas campanhas eleitorais, tendo Guarabira como principal reduto eleitoral, onde o “vermelho” sempre foi símbolo de sua força política.

No entanto, o MDB local firmou aliança com a prefeita Léa Toscano e com a deputada estadual Camila Toscano (PSDB), integrantes de um grupo que historicamente rivaliza com a família Paulino em Guarabira. Esse movimento reacendeu disputas internas na sigla.

Apoio de Léa Toscano a Cícero Lucena

Na quinta-feira (8), Léa Toscano oficializou o endosso à candidatura de Cícero Lucena ao governo estadual, acompanhada pela deputada Camila Toscano. A manifestação representa o retorno do grupo Toscano às raízes “vermelhas” do MDB em Guarabira.

O reforço político decorre da tradição do MDB na cidade, que perdeu parte de sua influência local após o ex-deputado Raniery Paulino migrar para o Republicanos nas eleições de 2022. Apesar desse enfraquecimento, Roberto Paulino reafirma sua permanência na legenda.

Com a decisão, o ex-governador sinaliza a intenção de continuar atuando dentro da estrutura partidária que o apoiou por cinco décadas, mesmo convivendo com alianças que confrontam sua própria base eleitoral em Guarabira.

O cenário político na Paraíba segue em transformação, com o MDB tentando equilibrar a pré-candidatura de Cícero Lucena e a permanência de filiados históricos, como Roberto Paulino, que optaram por manter-se na sigla.

Com informações de Jornaldaparaiba