Romero Rodrigues, deputado federal pela Paraíba (Podemos), afirmou não ter votado para proteger o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a votação na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”.
Alvo de ataques de bolsonaristas nas redes sociais, o parlamentar disse, em nota, que a sessão esteve marcada por “manobras desleais” e por narrativas que, segundo ele, distorceram os fatos. Romero explicou que a matéria submetida à comissão era um conjunto de 87 requerimentos analisados em bloco, e não de forma específica e nominal, como prevê o rito do colegiado.
O deputado afirmou que seu voto referiu-se ao pacote como um todo e não a qualquer indivíduo em particular. Ele declarou ainda que nunca atuou com a finalidade de proteger alguém e defendeu a realização de investigações “sérias, técnicas e responsáveis”, sem transformar apurações em espetáculo político.
Romero foi contabilizado entre os parlamentares que se posicionaram contra a aprovação do requerimento colocado em bloco para votação. A decisão da CPMI, aprovada dias atrás, autorizou a quebra do sigilo tributário e bancário de Lulinha, alvo das apurações conduzidas pelo colegiado.
O deputado paraibano mantém historicamente uma postura de distanciamento em relação à polarização nacional. Durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro, Romero chegou a fazer acenos políticos ao então chefe do Executivo, ao mesmo tempo em que, em outras ocasiões, manifestou apoio a pautas econômicas defendidas pelo governo Lula.
Na nota divulgada, Romero reforçou ser favorável a investigações que respeitem procedimentos técnicos e isenção política, reiterando que seu posicionamento na CPMI foi determinado pelo formato de votação adotado pela comissão e não por intenção de resguardar qualquer pessoa citada nas apurações.
Com informações de Jornaldaparaiba



