Com a decisão de Sebastião Gomes Pereira, o Tião Gomes, de não disputar mais um mandato na Assembleia e buscar uma vaga na Câmara Federal, a composição dos deputados mais veteranos do Legislativo estadual muda. Tião, que foi prefeito de Areia entre 1983 e 1988 e eleito deputado estadual pela primeira vez em 1990, acumulou oito mandatos desde 2010, mas abrirá espaço para outros parlamentares com longa trajetória.

Eleitos em 2006

João Gonçalves

Vereador da capital entre 1993 e 2004, João Gonçalves tentou a eleição estadual em 1994 e 2002, ficando na condição de suplente — em 2002 perdeu por pouco mais de 500 votos. Foi eleito deputado em 2006 como o décimo terceiro mais votado, com pouco mais de 31 mil votos. Desde então, manteve média acima de 30 mil votos, exceto em 2010, quando obteve pouco mais de 25 mil.

Para 2026, a expectativa é de manutenção desses números, já que o deputado preservou a maior parte do apoio de prefeitos e segue bem votado na capital e na região de Itabaiana.

Branco Mendes

Ataídes Mendes Pedrosa, conhecido como Branco Mendes, foi vereador de Alhandra entre 1993 e 1996 e prefeito de 1997 a 2004. Nas eleições de 2006 foi eleito duas posições abaixo de João Gonçalves, com 28.970 votos. Desde 2010 sua votação oscilou entre 30 e 33 mil votos.

Branco manteve suas bases eleitorais e segue bem posicionado nas regiões onde costuma ter boa votação.

Eleitos em 2010

Caio Roberto

Filho do deputado federal Wellington Roberto, Caio estreou na Assembleia em 2010, sendo eleito com pouco mais de 32 mil votos. Reeleito em 2014 e 2018, não chegou a 30 mil nessas disputas. Em 2022, contou com o apoio de 14 prefeitos — foi o terceiro candidato com mais apoios naquele pleito — o que contribuiu para sua votação de 36.809 votos.

Em 2026, Caio enfrenta um cenário mais frágil: dois de seus antigos prefeitos não elegeram sucessores e outros seis, reeleitos ou com sucessores que venceram, não o acompanharão, o que enfraquece sua campanha e pode comprometer a reeleição.

Adriano Galdino

Adriano Galdino foi vereador de Pocinhos (1989–1992) e prefeito em 1993–1996 e 2001–2008. Eleito deputado estadual em 2010 com pouco mais de 29 mil votos, sua influência cresceu nas eleições seguintes: foi o sexto mais votado em 2014, com cerca de 40 mil votos; em 2018 alcançou 45.656 votos e foi o terceiro mais votado; e em 2022 obteve 59.329 votos, superando o recorde que pertencia a Toinho do Sopão desde 2010.

Após fase de indefinição quanto a disputar o governo e depois a vaga de vice na chapa de Lucas, Adriano buscará mais um mandato na Assembleia e permanece com margem de crescimento em 2026.

Eleitos em 2014

Galego Souza

Eleito pela primeira vez em 2014 com pouco mais de 33 mil votos, Galego Souza foi reeleito em 2018 mesmo tendo perdido mais de 8 mil votos. Em 2022 sua votação ficou próxima à da primeira eleição.

Para 2026, sua votação pode sofrer redução significativa, já que perdeu apoios importantes e, com a entrada do Dr. Jarques na disputa, São Bento terá três candidaturas — Jarques como opção do governo, e Galego concorrendo com Márcio Roberto pelos votos da oposição.

Tovar Correia Lima

Tovar foi vereador de Campina Grande por dois mandatos e elegeu-se deputado estadual em 2014 com 30.670 votos. Nas duas eleições seguintes houve queda: 24.052 em 2018 e 23.577 em 2022.

Com força em Campina Grande e região, Tovar busca um quarto mandato, mas sua migração para o MDB — que deve contar com muitos candidatos fortes — coloca a dúvida sobre se alcançará os votos necessários dentro da legenda.

Inácio Falcão

Vereador de Campina Grande entre 2000 e 2014, Inácio tentou a eleição estadual em 2006 e 2010, ficando como suplente. Foi eleito em 2014 com pouco mais de 14 mil votos, reelegeu-se com 30.754 e alcançou o terceiro mandato com 24.266 votos.

Para 2026, o objetivo de Inácio é consolidar ou ampliar sua votação em Campina Grande, principal base eleitoral, e disputar um quarto mandato na chapa competitiva da federação PT/PV/PCdoB.

A composição final da bancada e a definição sobre quem se tornará efetivamente os mais antigos da Assembleia só ficará clara após as eleições de 2026, quando os votos e as alianças confirmarão as projeções apresentadas.

Com informações de Polemicaparaiba