O secretário municipal de Saúde de João Pessoa, Luís Ferreira, apresentou nesta segunda-feira (20) o perfil de atendimento do Complexo Hospitalar Tarcísio de Miranda Burity, conhecido como Trauminha de Mangabeira, e confirmou a abertura de um concurso público com 2.068 vagas. Em entrevista à BandNews FM João Pessoa, ele também abordou o fortalecimento dos serviços de saúde mental na rede municipal e o funcionamento do Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD).
Fluxos de atendimento: Trauminha e Trauma
Segundo Luís Ferreira, o Trauminha atua como hospital terciário de alta complexidade, mas não recebe pacientes com comprometimento neurológico. Por isso, vítimas de acidentes com trauma craniano são encaminhadas ao Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena. Já pacientes sem lesão neurológica seguem para o Trauminha.
Dentro do Complexo, o setor de Ortotrauma concentra casos predominantemente ortopédicos, mas também atende emergências clínicas como infarto, AVC, intoxicação exógena e surtos psicóticos. Essas últimas situações fazem do Trauminha o único pronto-atendimento público de saúde mental no estado, o que explica a alta demanda observada pela secretaria.
Concurso público
O processo seletivo foi autorizado pelo prefeito Cícero Lucena (MDB) e já está na fase de contratação da banca organizadora. Serão 2.068 vagas distribuídas em diversas áreas assistenciais ao longo de 2026. Do total, cerca de 400 oportunidades serão para técnico de enfermagem e 300 para enfermeiro. Haverá ainda vagas para médicos de várias especialidades, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, dentistas e auxiliares de consultório dentário.
Expansão da saúde mental
Luís Ferreira destacou o crescimento contínuo da demanda em saúde mental, uma vez que a maioria dos pacientes exige acompanhamento prolongado. Atualmente, João Pessoa conta com o CAPS Caminhar para atendimentos contínuos. A gestão municipal planeja implantar ainda dois novos centros: um CAPS Infantil e um CAPS AD, voltado ao atendimento de pessoas com transtornos relacionados ao uso de substâncias.
Atendimento domiciliar
O Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) opera com oito equipes compostas por médico, enfermeiro e fisioterapeuta, realizando mais de 300 atendimentos diários em residências. Esse serviço está direcionado a pacientes acamados, com mobilidade reduzida ou dependentes de oxigênio, ampliando o cuidado fora do ambiente hospitalar.
Serviço inédito em saúde mental
O secretário revelou que a prefeitura estuda a criação de um SAD de atenção biopsicossocial dedicado a pacientes com transtornos psiquiátricos e psicológicos no domicílio. Segundo ele, o modelo seria o primeiro do tipo no Brasil, oferecendo suporte especializado e contínuo diretamente nas casas dos usuários.
Com informações de Paraiba



