João Paulo Freire, que atuava como secretário-executivo de Articulação Política do Governo do Estado, protocolou a renúncia ao cargo na terça-feira (10). Braço direito da ex-deputada Eva Gouveia (PSD), ele informou ao Blog que a decisão tem o objetivo de permitir maior autonomia ao grupo político de Eva para decidir sobre a disputa pelo Governo do Estado em 2026.

Segundo informações nos bastidores, a aproximação entre o agrupamento ligado a Eva e o então governador João Azevêdo era considerada positiva. No entanto, a relação com o grupo Ribeiro — que assumirá a administração estadual a partir de abril — não apresentava o mesmo nível de afinidade, o que influenciou o contexto da saída.

Ao justificar a saída, João Paulo afirmou que vinha enfrentando desconforto e que, ao deixar o cargo, buscou oferecer liberdade para que o núcleo de Eva possa dialogar com diferentes forças políticas sem vinculação administrativa. Ele afirmou ainda que, com a sua renúncia, o cenário político para as negociações do grupo fica “zerado”.

A ex-deputada Eva Gouveia é filiada ao PSD comandado pelo ex-deputado Pedro Cunha Lima e mantém relação de proximidade com o presidente nacional da legenda, o ex-ministro Gilberto Kassab. Na Paraíba, o PSD declarou apoio à candidatura do prefeito Cícero Lucena (MDB)

Resumo da nota publicada por João Paulo Freire

Na comunicação em que oficializou a saída, João Paulo resumiu sua atuação no cargo como um ciclo que se encerra após quatro anos de trabalho intenso. Ele destacou a experiência de percorrer diversas cidades, ouvir demandas locais e tentar aproximar políticas públicas da realidade da população. Agradeceu ao governador pela confiança e manifestou reconhecimento aos colegas, parceiros e amigos que participaram da trajetória.

O ex-secretário definiu a decisão como estritamente pessoal, afirmou seguir com fé e esperança, e disse estar preparado para novos desafios. A nota de encerramento traz a menção ao sentimento de gratidão pelos aprendizados e pelos encontros vividos ao longo do período em que esteve no cargo, encerrando com sua assinatura: João Paulo Freire.

Com a renúncia, o campo político ligado a Eva Gouveia passa a ter liberdade para negociar alianças e posicionamentos eleitorais sem o vínculo administrativo que existia enquanto João Paulo ocupava a função.

Com informações de Jornaldaparaiba