O secretário executivo de Finanças de Campina Grande, Felipe Gadelha, negou qualquer risco de esgotamento dos recursos da Secretaria Municipal de Saúde. A declaração foi feita nesta quarta-feira (22) durante entrevista ao programa Balanço Geral, da Rádio Correio FM, após rumores sobre uma suposta crise nas contas da pasta.

Repasse federal garante 80% do orçamento

Gadelha explicou que aproximadamente 80% do financiamento da Saúde é composto por verbas federais, provenientes do Ministério da Saúde e de emendas parlamentares. Apenas 20% dependem do Tesouro municipal. “Não existe essa história de que os recursos da Saúde em Campina Grande acabaram para 2025”, afirmou o gestor, reforçando que os repasses da União continuam em dia.

Aumento de arrecadação no fim do ano

O secretário lembrou que, historicamente, a prefeitura registra maior arrecadação nos meses de novembro e dezembro, o que permite a abertura de créditos suplementares para honrar compromissos, inclusive a folha de pagamento. A legislação determina que 15% da receita própria seja aplicada em Saúde e 25% em Educação, lembrou.

FPM desbloqueado

Sobre o bloqueio recente de uma parcela do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), Gadelha informou que o débito responsável pela restrição já foi quitado, resultando na liberação imediata do recurso. “Não há risco de novos bloqueios”, garantiu.

Folha e prestadores com pagamentos garantidos

Ele assegurou que o salário dos servidores está coberto e que os prestadores de serviços da Saúde receberão ainda nesta semana, graças às transferências federais já programadas. Segundo o secretário, ajustes orçamentários em curso fazem parte da rotina administrativa e visam atender a demandas crescentes, inclusive a política de valorização salarial implementada em 2025.

No encerramento, Gadelha destacou que os pedidos de crédito suplementar enviados à Câmara Municipal seguem procedimentos técnicos habituais, utilizados quando surgem novas necessidades ou eventos imprevistos.

Com informações de Paraiba Online