Servidores públicos de Cajazeiras continuam na espera por salários não pagos desde 2012, situação que permanece como principal reivindicação do Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Cajazeiras (Sinfumc). A presidente do sindicato, Elinete Lourenço Rolim, falou à TV Diário do Sertão sobre os avanços e obstáculos judiciais relacionados aos débitos deixados pela gestão municipal daquele ano.

Elinete, que além de dirigente sindical atua como professora e integra o sindicato há 35 anos, ressaltou o impacto do atraso nas remunerações sobre a subsistência dos trabalhadores. Segundo ela, o não pagamento compromete a alimentação e a sobrevivência das famílias afetadas.

Tramitação judicial e impasse nos pagamentos

O processo de cobrança vem tramitando na Justiça por meio de Requisições de Pequeno Valor (RPVs), usadas para quantias menores — como as de servidores que recebiam um salário mínimo — e por Precatórios, relativos a valores maiores que são pagos pelo poder público em fila cronológica, com previsão de quitação para 2027 e 2028.

Segundo a presidente do Sinfumc, havia expectativa de imediata liberação de recursos via RPVs depois dos cálculos feitos no fórum local, incluindo a previsão de um bloqueio judicial de R$ 300 mil. Diante da ausência desse bloqueio, o sindicato passou a negociar diretamente com o Executivo municipal, e a prefeita firmou um acordo para repasses mensais de R$ 150 mil destinados ao pagamento parcial dos credores.

No entanto, a remessa integral do processo para a comarca de João Pessoa interrompeu o cronograma previsto, exigindo a reorganização dos procedimentos junto às instâncias estaduais da Justiça.

Mobilização e acompanhamento jurídico

O corpo jurídico do Sinfumc, representado pelo advogado Francinaldo Bezerra, mantém rotina diária de audiências e acompanhamento presencial nos tribunais em João Pessoa na tentativa de destravar as liberações. A entidade diz que não abrirá mão das garantias já conquistadas e promete manter a mobilização até que todos os servidores sejam indenizados.





Elinete afirmou que a categoria receberá os valores, mas não pôde precisar quando isso ocorrerá, reiterando que a luta seguirá até a efetiva resolução dos pagamentos.

Com informações de Diariodosertao