São Paulo, 16 nov. 2025 – O domingo começou com uma série de temas que ganharam repercussão nacional. Entre eles estão a decepção dos produtores de café com a não implementação da tarifa zero, a constatação de que organizações criminosas passaram a negociar produtos além de drogas e a resistência encontrada por um novo plano climático na COP30.
Tarifa segue, setor reclama
Produtores brasileiros de café esperavam que a isenção de tarifas de exportação entrasse em vigor ainda neste ano, o que não aconteceu. Representantes do segmento afirmam que, após a redução geral das taxas globais, o cenário se tornou ainda mais desfavorável para o Brasil. Segundo porta-vozes do setor, a falta de competitividade e o custo logístico elevado agravam a situação em um mercado internacional já pressionado pela guerra comercial entre grandes compradores e países fornecedores.
Guerra comercial em novo capítulo
Exportadores relatam que, na prática, a eliminação de parte das taxas em outros países reduziu o diferencial de preço obtido pelo café nacional. A mudança, argumentam eles, deixa o produto brasileiro em desvantagem frente a origens concorrentes que contam com subsídios ou menores custos internos. Lideranças do agronegócio tentam retomar o diálogo com autoridades para buscar medidas de compensação.
Tráfico amplia portfólio
Investigadores apontam que facções passaram a atuar em áreas além do narcotráfico, incluindo contrabando de eletrônicos e fraudes financeiras. A diversificação teria como objetivo reduzir riscos ligados à repressão policial concentrada no comércio de entorpecentes e, ao mesmo tempo, aumentar margens de lucro. Especialistas em segurança observam que o movimento demonstra adaptação rápida dos grupos criminosos ao ambiente de vigilância reforçada em portos, aeroportos e fronteiras terrestres.
Plano climático enfrenta resistência
No encontro da COP30, delegações divergiram sobre a proposta de um plano global de mitigação de emissões apresentado nesta semana. Alguns países questionam metas consideradas ambiciosas e o impacto econômico de eventuais restrições ao uso de combustíveis fósseis. Diplomatas envolvidos nas negociações sinalizam que a falta de consenso pode adiar decisões estruturantes para a próxima sessão plenária, marcada para o fim da conferência.
Outros destaques do dia
Além desses temas, o noticiário deste domingo menciona ajustes no mercado financeiro após dados de inflação divulgados na sexta-feira, além de debates no Congresso sobre a reforma tributária que deve voltar à pauta ainda em novembro.
As discussões sobre comércio, segurança pública e crise climática devem continuar ao longo da semana, com representantes do governo, do setor privado e da sociedade civil acompanhando de perto os desdobramentos.
Com informações de Paraibaonline


