Na segunda-feira, 23 de março de 2026, data que marca o Dia Nacional do Piso Salarial do Magistério, a diretora da 9ª Regional do SINTEP-PB, Elizabeth Rodrigues Gouveia — conhecida como Betinha — avaliou os efeitos da legislação sobre a remuneração dos profissionais da educação. Em entrevista à TV e Rede Diário do Sertão, a dirigente, com sede em Cajazeiras, fez um balanço dos avanços legais conquistados desde a Constituição de 1988.
Betinha ressaltou a importância da Lei nº 11.738/2008, que determinou a atualização anual do piso salarial em janeiro, ao afirmar que a norma mudou a condição em que o magistério se encontrava, antes submetido à decisão de administrações locais. A dirigente classificou a medida como uma conquista que trouxe maior previsibilidade à carreira docente.
Para 2026, o piso salarial nacional foi fixado em R$ 5.130,63 para professores com jornada de 40 horas semanais. O valor representa um aumento de 5,4% sobre os R$ 4.867,77 vigentes em 2025, resultando em ganho real acima da inflação. A atualização decorre da nova metodologia implementada pela Medida Provisória nº 1.334/2026, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que amplificou o reajuste — sem ela, o acréscimo teria sido de apenas R$ 18,00; com a mudança, o aumento foi de R$ 262,86.
Apesar de reconhecer o avanço percentual deste ano, a dirigente sindical afirmou que o valor ainda está aquém do que considera adequado para a valorização do magistério. Ao ser questionada sobre a suficiência do piso, Betinha afirmou que os profissionais da educação necessitam de remunerações melhores e de reconhecimento compatível com a importância social da profissão.
Ao comparar o presente com o período em que lecionava, ela lembrou que se aposentou em 2012 e identificou problemas antigos que persistem, embora tenha apontado algumas melhorias. No âmbito estadual, informou que houve interlocução com o Governo da Paraíba no início de 2026, resultando em conquistas, mas ressaltou que a pauta de reivindicações continua ampla, com demandas por melhorias estruturais e profissionais.
A dirigente concluiu destacando a relevância da legislação para reduzir a dependência da “vontade política” local e garantir uma referência nacional para a remuneração dos docentes.
Com informações de Diariodosertao



