O Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e da Borborema (Sintab) voltou a denunciar, nesta sexta-feira, 26 de dezembro de 2025, o atraso no pagamento do décimo terceiro salário e dos salários de parte do funcionalismo de Campina Grande. Segundo o presidente da entidade, Franklyn Barbosa, a situação afeta, principalmente, servidores aposentados vinculados ao Instituto de Previdência dos Servidores Municipais (Ipsem) e funcionários lotados na Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com Barbosa, as primeiras reclamações chegaram diretamente ao sindicato por meio de telefonemas e mensagens de trabalhadores que, até esta data, não haviam recebido a gratificação natalina nem a remuneração mensal. “Os servidores contavam com esses valores para honrar compromissos de fim de ano e foram surpreendidos pelo não depósito”, afirmou o dirigente.

O Sintab ressalta que o pagamento do décimo terceiro representa direito assegurado em lei e deveria ter sido quitado antes do término do ano. “O prazo legal foi ultrapassado, e isso gerou apreensão, sobretudo entre aposentados que dependem exclusivamente dos benefícios para custeio de despesas básicas”, pontuou Barbosa.

Além dos inativos, profissionais da saúde relatam que ainda aguardam o crédito referente ao salário de dezembro. O sindicato destaca que a categoria inclui médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários e demais trabalhadores responsáveis pelo atendimento nas unidades municipais. “Sem salário, muitos têm dificuldades até para se deslocar aos postos, comprometendo o serviço prestado à população”, acrescentou o presidente da entidade.

Barbosa informou que o Sintab notificou formalmente a Prefeitura de Campina Grande e solicitou esclarecimentos imediatos sobre o cronograma de pagamento. Até o fechamento desta reportagem, o sindicato não havia recebido retorno oficial do Executivo municipal.

O Sintab também estuda a adoção de medidas judiciais para garantir que os valores sejam creditados, mas, por ora, aguarda uma solução administrativa. “Esperamos que a gestão municipal regularize a situação sem que seja necessário recorrer à Justiça”, concluiu o representante sindical.

Com informações de Paraibaonline