Ministros do STF realizam encontro reservado

Na abertura da sessão plenária desta quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, anunciou que a pauta seria encerrada mais cedo. Segundo Fachin, a antecipação do término das atividades foi motivada por um diálogo interno entre os integrantes da Corte.

Imediatamente após o pronunciamento, os magistrados se deslocaram para o gabinete da Presidência do tribunal. O espaço, normalmente reservado para despachos oficiais, passou a receber o conjunto de ministros para uma reunião a portas fechadas.

O principal assunto indicado para o encontro é o chamado Caso Toffoli. De acordo com o comunicado de Fachin, ele e o ministro Dias Toffoli vão apresentar a resposta do relator do processo, cujo teor ainda não foi divulgado ao público.

Embora os detalhes sobre o conteúdo da manifestação do relator permaneçam em sigilo, o presidente do STF deixou claro que o objetivo do diálogo é alinhar internamente as posições dos membros do tribunal antes de qualquer nova deliberação em plenário.

O caráter restrito da reunião impede o acesso da imprensa e de outras autoridades que costumam acompanhar as sessões públicas. A expectativa é de que a decisão de interromper a pauta permita um debate mais focado, sem as formalidades e cumprimento de prazos previstos para o plenário.

Até o momento, não há previsão de retorno imediato à sessão plenária. Os ministros deverão retomar as atividades ordinárias assim que concluírem o encontro privado, com eventual nova convocação para discutir o Caso Toffoli perante todos os componentes do tribunal.

A movimentação interna reforça a importância atribuída ao tema pelos membros da Corte, ainda que não tenham sido reveladas datas adicionais ou cronogramas para eventuais votações futuras.

Aguardam-se novos desdobramentos tão logo seja concluída a reunião.

Com informações de Paraibaonline