Um homem foi detido na quinta-feira (13) sob suspeita de envolvimento na morte do padrasto, Josualdo Fábio, de 60 anos, em João Pessoa. O crime ocorreu em uma granja localizada no bairro de Gramame, na Zona Sul da capital paraibana, e, segundo a Polícia Civil, a dinâmica inicialmente tratada como latrocínio passou a ser investigada como possível execução depois da prisão do investigado.
De acordo com as informações divulgadas pela Delegacia de Homicídios, o suspeito foi localizado poucas horas após o homicídio. A rapidez da captura permitiu à equipe confrontar versões e recolher indícios que colocaram em dúvida a tese de roubo seguido de morte, hipótese levantada ainda na madrugada do crime. “Os elementos colhidos apontam para a participação direta do enteado, o que muda completamente a linha investigativa”, afirmou um agente responsável pelo caso.
Segundo a polícia, o corpo de Josualdo Fábio foi encontrado dentro da propriedade rural, sem sinais de arrombamento. Esse detalhe reforçou a possibilidade de que o autor tivesse acesso facilitado ao local. Com a prisão do enteado, investigadores passaram a apurar a existência de motivação pessoal — ainda não divulgada — que possa ter levado ao assassinato.
O suspeito foi conduzido para a Central de Polícia, no bairro do Geisel, onde prestou depoimento. Até o momento, a autoridade policial não informou se há outros envolvidos nem revelou qual arma foi utilizada no crime. A Delegacia de Homicídios segue ouvindo testemunhas e analisando imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades da granja para esclarecer a participação de eventuais comparsas.
Josualdo Fábio era conhecido na comunidade de Gramame por trabalhar na própria granja e comercializar produtos agropecuários. A família, abalada, acompanha as investigações e aguarda a conclusão do inquérito para entender as circunstâncias que culminaram na morte do agricultor.
O suspeito permanece à disposição da Justiça em uma unidade prisional de João Pessoa. A Polícia Civil informou que novas diligências serão realizadas nos próximos dias, inclusive a reconstituição do crime, para esclarecer detalhes que ainda permanecem em aberto no inquérito.
Com a instauração de procedimento por homicídio qualificado, a investigação deve ser concluída no prazo legal e encaminhada ao Ministério Público da Paraíba, responsável por oferecer denúncia ou solicitar novas diligências.
Com informações de Paraibaonline


