Um homem foi preso na manhã desta quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, em Bonito de Santa Fé, município do Sertão da Paraíba, por suspeita de arrombar uma igreja católica e furtar o sacrário que ficava sobre o altar. A informação foi confirmada pelo 6º Batalhão da Polícia Militar, sediado em Cajazeiras.

O crime ocorreu por volta das 22h da última terça-feira, 7, e foi registrado pelas câmeras de segurança instaladas no interior do templo. Nas imagens, o suspeito aparece entrando sozinho, dirigindo-se ao altar, retirando o sacrário e deixando o local com o objeto apoiado no ombro.

Equipamento religioso confundido com cofre

De acordo com o tenente-coronel Hugo do Nascimento, comandante do 6º BPM, o homem admitiu, durante a abordagem policial, ter confundido o sacrário — peça usada para guardar hóstias e objetos litúrgicos — com um cofre. “Ele acreditava que pudesse haver valores em dinheiro ali dentro e, por isso, realizou o furto”, relatou o oficial.

Segundo a Polícia Militar, o item sagrado sofreu danos estruturais provocados no momento da retirada e do transporte. Fotografias divulgadas pela corporação mostram o sacrário amassado e com partes do acabamento religiosamente ornamentado comprometidas.

Após ser localizado, o suspeito foi encaminhado pelos policiais à Delegacia de Polícia Civil de Cajazeiras, onde foi registrado o auto de prisão em flagrante. Até o momento, não foram informados detalhes sobre antecedentes criminais do detido ou se ele contou com a participação de outras pessoas.

Imagens auxiliaram na identificação

A corporação destacou que as gravações de vídeo foram fundamentais para identificar o autor e rastrear seu paradeiro. Assim que o furto foi constatado pelos responsáveis pela igreja, o material foi entregue às autoridades, que reconheceram o suspeito e iniciaram buscas na região.

As circunstâncias exatas da invasão, bem como o percurso feito pelo homem após a saída do templo, ainda são investigadas. O sacrário foi recuperado e deve passar por avaliação para possível restauração antes de voltar a ser utilizado nos rituais religiosos da comunidade.

Até a publicação desta matéria, a paróquia não havia divulgado nota oficial sobre o episódio.

Com informações de G1