Arara (PB) – A Polícia Civil da Paraíba procura Raimundo César Pereira Faustino, apontado como autor do assassinato da ex-companheira, Ascleia Ferreira da Silva, nas primeiras horas desta quarta-feira (7). De acordo com o delegado Diógenes Fernandes, responsável pelo caso, o suspeito enviou uma mensagem de áudio à mãe da vítima logo após o crime, admitindo ter disparado contra a ex-esposa e solicitando que ela fosse ao local buscar o corpo.
Mensagem de confissão
No áudio encaminhado pelo aplicativo de mensagens, Raimundo César teria afirmado à ex-sogra que “chorou por sete dias seguidos” após a separação e que, a partir daquele momento, “quem ia chorar” seria ela. O conteúdo reforçou para os investigadores a autoria do homicídio e motivou a inclusão do suspeito na condição de foragido.
Dinâmica do crime
Segundo informações preliminares, os tiros foram disparados na residência da vítima, situada no município de Arara, localizado na região do Curimataú paraibano. Após efetuar os disparos, o homem fugiu utilizando a motocicleta de Ascleia. Até o fechamento desta reportagem, ele não havia sido localizado.
Motivação apontada pela polícia
Conforme o delegado, Raimundo César não aceitava o término do relacionamento. O ciúme se intensificou depois que a ex-esposa participou de uma festa de Réveillon, evento mencionado repetidamente por ele em depoimentos de testemunhas. Embora o casal estivesse separado, o suspeito demonstrava insatisfação com a nova rotina de Ascleia.
Perfil da vítima
Ascleia Ferreira da Silva era técnica de enfermagem e atuava na Unidade Básica de Saúde (UBS) de Arara. Ela deixa dois filhos, sendo apenas um fruto da relação com o suspeito. De acordo com a Polícia Civil, a vítima não havia registrado boletins de ocorrência contra Raimundo César, e não há registros de violência anteriores envolvendo o casal.
Investigações em andamento
Equipes da Delegacia Seccional de Solânea realizam diligências na região e contam com o apoio da população para localizar o acusado. Informações podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque-Denúncia 197. A polícia também apreendeu o celular da vítima para análise, na tentativa de obter novos elementos que esclareçam a sequência de eventos antes do homicídio.
Até o momento, a arma utilizada não foi recuperada. A corporação avalia pedir à Justiça a decretação de prisão preventiva, caso o suspeito não se apresente voluntariamente.
O corpo de Ascleia passou por exames no Instituto de Polícia Científica (IPC) em Guarabira e foi liberado para sepultamento ainda na tarde desta quarta-feira.
Com informações de G1



