O desemprego na Paraíba recuou para 5,4% no segundo trimestre de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD C) trimestral, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da menor taxa registrada desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012, por unidade da federação.
O índice caiu 1,6 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e também ante o segundo trimestre de 2025, quando ambos os períodos registraram 7% de desocupação. O recorde anterior havia sido 5,7% no quarto trimestre de 2025.
Entre os estados, a Paraíba apresenta a menor taxa de desemprego do Nordeste e está empatada com o Estado de São Paulo, ambos com 5,4%. A Paraíba é a única unidade da Região Nordeste cuja taxa igualou a média nacional, também de 5,4%.
Contexto regional
No Nordeste, as menores taxas foram observadas na Paraíba (5,4%), no Rio Grande do Norte (5,6%) e no Maranhão (6%). Com a contribuição desses três estados, a média de desemprego da região caiu de 8,2% no segundo trimestre de 2025 para 7,6% no segundo trimestre de 2026. Por outro lado, as maiores taxas do país foram registradas no Amapá (9,8%), na Bahia (9,1%) e em Pernambuco e Piauí (8,3% cada).
Queda de 21,3% no segundo trimestre
Em termos absolutos, o IBGE estima que havia 99 mil pessoas desocupadas na Paraíba no segundo trimestre de 2026, redução de 27 mil pessoas em relação ao mesmo período de 2025, quando o total era de 126 mil, representando uma queda de 21,3%. A população ocupada no estado chegou a 1,731 milhão de pessoas no trimestre, aumento de 4% (67 mil a mais) frente a 1,665 milhão no segundo trimestre do ano anterior.
O levantamento do IBGE aponta que é a primeira vez que o número de desocupados na Paraíba fica abaixo de 100 mil desde o início da série histórica da PNAD C.
Setores com maior número de ocupados
Os seis segmentos com maior contingente de ocupados na Paraíba no segundo trimestre de 2026 foram:
- Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais — 374 mil;
- Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas — 319 mil;
- Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — 205 mil;
- Construção — 164 mil;
- Indústria geral — 159 mil;
- Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura — 148 mil.
Os dados foram fornecidos pelo IBGE na divulgação da PNAD Contínua trimestral.
Com informações de Jornaldaparaiba



