Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) decidiram, por ampla maioria, iniciar uma greve a partir de segunda-feira, 9. A deliberação ocorreu durante assembleia geral estadual realizada na quinta-feira, 5, no Centro de Vivência do Campus I, em João Pessoa.
A paralisação envolve os Técnicos-Administrativos em Educação (TAEs) e tem como foco principal cobrar o cumprimento integral do acordo de greve assinado em 2024, além de encaminhar novas reivindicações da categoria.
Dentre as demandas apresentadas pelos servidores estão a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para os TAEs, a adoção da jornada de 30 horas semanais para todos os técnicos-administrativos e o atendimento às demandas específicas dos trabalhadores aposentados.
Os participantes da assembleia também aprovaram a criação do Comando Local de Greve, que será instalado no dia 9, às 9h, no auditório do Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior do Estado da Paraíba (Sintespb), em João Pessoa. O grupo terá a responsabilidade de planejar e coordenar as ações do movimento paredista.
Antes da decisão tomada no Campus I, outras unidades da UFPB já haviam aprovado paralisações em assembleias locais, incluindo o Campus II e o Campus IV. A adesão desses campi contribuiu para pressionar a gestão e influenciou a aprovação da greve no maior campus da instituição.
Segundo o sindicato, a mobilização deve permanecer em vigor até que as reivindicações apresentadas pela categoria sejam atendidas. Durante a assembleia, os servidores confirmaram ainda a participação no Comando Nacional de Greve da federação, ampliando a atuação do movimento em nível nacional.
A paralisação terá suas ações organizadas pelo Comando Local e integra uma estratégia mais ampla de cobrança por avanços nas pautas trabalhistas e no cumprimento de acordos firmados pela universidade.
Com informações de Paraiba



