O futebol brasileiro encerrou 2025 sob o domínio incontestável do Flamengo. O clube carioca faturou seis competições – entre elas Libertadores e Campeonato Brasileiro – e ampliou a rivalidade com o Palmeiras, que, apesar de investir R$ 702 milhões em contratações, acumulou três vice-campeonatos e não ergueu troféu algum. A temporada também registrou o declínio do Botafogo após o ano mágico de 2024, a frustração do Atlético-MG na Sul-Americana e o prolongamento do jejum vascaíno, mesmo com o vice da Copa do Brasil diante do Corinthians.
Flamengo confirma hegemonia continental e mundial
Desde 2018 entre os protagonistas do país, o Flamengo teve em 2025 um ano praticamente perfeito. Sob o comando de um técnico apontado como promessa internacional, o elenco repleto de medalhões somou Libertadores, Brasileirão, Supercopa do Brasil, Copa do Mundo de Clubes, Intercontinental e o chamado Dérbi das Américas. As vitórias sobre Chelsea e PSG colocaram o Rubro-Negro em evidência global e consolidaram a supremacia vermelha e preta na América do Sul.
Palmeiras lidera gastos históricos, mas termina com três vices
O contraste ficou evidente em São Paulo. Com 12 reforços, incluindo Vitor Roque, Paulinho e Andreas Pereira, o Palmeiras desembolsou R$ 702 milhões – o maior investimento de sua história, superando o recorde anterior de 2024. O clube ainda gastou mais do que Botafogo (R$ 665 milhões) e Flamengo (R$ 277 milhões). Mesmo assim, sofreu derrotas decisivas para o Flamengo na final da Libertadores e na reta final do Brasileirão, além do revés em outra decisão nacional, e encerrou o segundo ano consecutivo sem troféus.
Botafogo despenca após temporada de sonhos
Campeão brasileiro e da Libertadores em 2024, o Botafogo não manteve o nível no novo ciclo. O time começou 2025 com dois vice-campeonatos – Supercopa do Brasil, perdida para o Flamengo, e Recopa Sul-Americana, diante do Racing. A saída do técnico Artur Jorge abalou o planejamento. Carlos Leiria, Renato Paiva e Davide Ancelotti passaram pelo banco, mas a instabilidade empurrou o Alvinegro à zona de pré-Libertadores, longe das conquistas recentes.
Atlético-MG tropeça na final da Sul-Americana
Outra decepção veio de Belo Horizonte. O Atlético-MG chegou à decisão da Copa Sul-Americana como favorito, depois de campanha consistente apesar das oscilações no Brasileirão. Porém, a derrota para o argentino Lanús escancarou um ano sem títulos e a perda da vaga direta na Libertadores 2026.
Corinthians volta a erguer taça; Vasco amarga mais um revés
A Copa do Brasil reuniu dois clubes em crise de bastidor. O Corinthians, comandado por Dorival Júnior, superou o Vasco de Fernando Diniz e conquistou o tetracampeonato do torneio. O resultado garantiu retorno do Timão à Libertadores e prêmio de R$ 77 milhões, alívio financeiro em temporada marcada por polêmicas políticas, impeachment do presidente Augusto Melo e transfer ban devido à dívida pela compra do zagueiro Félix Torres.
Do lado cruz-maltino, o jejum que dura desde 2011 prossegue. A implantação da SAF não surtiu efeito, e os torcedores viram escapar a chance de levantar a Copa do Brasil pela segunda vez. Ainda assim, a equipe apresentou sequências de invencibilidade e goleadas sobre Santos e Internacional, alimentadas pelo retorno de Philippe Coutinho e pela ascensão do atacante Rayan.
Perspectivas para 2026
Com a temporada encerrada, Flamengo e Corinthians projetam fortalecer elencos para defender títulos continentais, enquanto o Palmeiras inicia 2026 pressionado por resultados após dois anos de investimentos altos sem conquistas. Botafogo e Atlético-MG buscam reorganização técnica, e o Vasco tenta encerrar o maior jejum de sua história recente. A rivalidade entre cariocas e paulistas promete novo capítulo, mas, por ora, o panorama de 2025 registra hegemonia rubro-negra, gastos recordes alviverdes e frustrações para quem sonhava com o protagonismo.
Com informações de Jornaldaparaiba




