Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6 por 1 avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados e seguirá para análise em uma comissão especial a ser criada em sequência. A medida volta a movimentar o debate nacional e foi tema de entrevistas com trabalhadores nas ruas de Cajazeiras, na Paraíba.
Atualmente, quatro iniciativas sobre o fim da escala 6 por 1 tramitam no Congresso Nacional. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), afirmou que há tendência de priorizar a PEC aprovada na CCJ, que reúne duas propostas: uma apresentada em 2019 pelo deputado Reginaldo Lopes (PT) e outra da deputada Erika Hilton (PSOL).
Na semana passada, o governo federal encaminhou ao Congresso um projeto de lei em regime de urgência que trata do mesmo assunto, propondo mudanças nas formas de compensação — ponto que preocupa a equipe econômica. Mesmo assim, Motta indicou intenção de dar preferência à tramitação da PEC. Em resposta, o deputado Reginaldo Lopes declarou que pretende apresentar uma emenda para incorporar ao seu texto trechos do projeto encaminhado pelo Executivo.
O repórter Ricardo Soares, do programa Olho Vivo, da TV e Rede Diário do Sertão, entrevistou variados trabalhadores em Cajazeiras. A maior parte dos entrevistados manifestou apoio ao fim da escala 6 por 1, incluindo profissionais autônomos como mototaxistas.
Entre os mototaxistas, houve opiniões divergentes: um deles alertou que o fim da escala poderia reduzir o movimento nas ruas aos sábados, já que, segundo ele, muitos estabelecimentos comerciais deixariam de funcionar, impactando a demanda por corridas. Outro mototaxista avaliou que a proposta é justa, destacando que a folga seria merecida por trabalhadores que chegam a trabalhar aos domingos.
Também um comerciário ouvida nas ruas defendeu a mudança, argumentando que a nova escala proporcionaria mais tempo de descanso e oportunidades para convívio familiar e lazer, algo que considera difícil quando o expediente se estende até o sábado.
Com a aprovação na CCJ, o próximo passo formal é a criação da comissão especial que analisará a PEC. Os membros desse colegiado serão indicados pelos partidos e, após sua deliberação, o texto poderá seguir para votação em Plenário da Câmara.
Com informações de Diariodosertao




