Prisão de líder do esquema é cumprida na manhã de 26 de fevereiro
Jamilton Alves Franco, conhecido como “Chocô” e apontado pela Polícia Civil como um dos principais fornecedores de drogas para a Paraíba, foi preso na manhã de quinta-feira, 26 de fevereiro, em uma residência de alto padrão em Hortolândia (SP). A ação faz parte da Operação Argos, que mira a organização responsável por tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro em grande escala.
Natural de Cajazeiras (PB), Jamilton teria se mudado para São Paulo ainda jovem, segundo a Polícia Civil da Paraíba. Investigações indicam que ele construiu vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC) durante passagens pelo sistema prisional paulista, o que teria contribuído para a ampliação da atuação criminosa.
A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) afirma que Jamilton comandava o esquema há pelo menos dez anos. Conforme o delegado Diego Beltrão, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado, a logística do grupo envolvia a compra de entorpecentes no Paraguai e na Bolívia, o transporte até o estado de São Paulo via Aeroporto de Guarulhos e a distribuição por meio de carretas que também transportavam cargas lícitas para dissimular o comércio.
Durante a operação na mansão foram apreendidos joias — entre elas um relógio Rolex, anéis e correntes com as iniciais do preso — além de valores em dinheiro e um veículo Land Rover Evoque 2023. Imagens divulgadas pela polícia mostram itens de luxo no imóvel, como um lustre de grande porte no hall de entrada.
A apuração descreve a organização com estrutura hierarquizada e dividida em três frentes: um núcleo gerencial em São Paulo responsável por decisões logísticas e financeiras; um núcleo operacional na Paraíba, composto por células regionais em João Pessoa, Campina Grande, Patos, Pombal, Sousa e Cajazeiras; e um sistema de lavagem de dinheiro que envolvia o núcleo familiar de Jamilton, “laranjas”, empresas de fachada e contas bancárias fictícias para integrar recursos ilícitos à economia formal.
A Operação Argos cumpriu 44 mandados de prisão preventiva e 45 mandados de busca e apreensão em 13 cidades de quatro estados — Paraíba, São Paulo, Bahia e Mato Grosso. Também foram determinados bloqueios de R$ 104.881.124,34, o sequestro de 13 imóveis de alto padrão e a apreensão de 40 veículos, incluindo automóveis de luxo vinculados ao grupo.
O G1 não conseguiu confirmar em qual unidade prisional Jamilton esteve detido nem a duração de sua permanência no sistema penitenciário de São Paulo.
Com informações de G1



