O Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) aprovou, na sessão desta quarta-feira (12), o registro em ata de um elogio formal ao juiz Francisco Thiago da Silva Rabelo, titular da Comarca de Conceição, no Vale do Piancó. A proposta partiu do desembargador José Ricardo Porto, que qualificou a conduta do colega como “firme e corajosa” ao intervir em favor de uma criança de três anos.
O reconhecimento foi motivado por um episódio ocorrido na segunda-feira (10). Ao sair de uma academia na cidade de Conceição, o magistrado presenciou um homem lançar violentamente uma criança ao solo. Ao se aproximar, identificou que o agressor era o próprio pai do menino. Diante da situação, o juiz deu voz de prisão imediata ao responsável, agindo dentro de suas prerrogativas legais e com postura descrita pelo Tribunal como serena e equilibrada.
No plenário, o desembargador Ricardo Porto informou ter tomado conhecimento do caso por meio de um vídeo encaminhado pelo jornalista Bruno Pereira. Durante a apresentação da proposta de elogio, Porto afirmou que a atitude do juiz transcende o ato de aplicar a lei, porque demonstra compromisso cidadão com a proteção dos mais vulneráveis. “O juiz Francisco Thiago agiu com coragem e equilíbrio, cumprindo sua missão não apenas como aplicador da lei, mas como cidadão comprometido com o bem comum”, declarou.
Além de enaltecer a intervenção, o desembargador destacou a relevância da presença permanente do magistrado na própria comarca. Segundo ele, viver e participar das atividades cotidianas de Conceição fortalece a confiança da população no Judiciário local. “Essa presença próxima reforça o sentimento de proteção, confiança e segurança da população, que reconhece no juiz um integrante comprometido com o bem-estar coletivo e a justiça local”, acrescentou.
Com a aprovação, o registro do elogio constará na ata oficial do Órgão Especial do TJPB, tornando público o reconhecimento institucional ao comportamento do juiz. O Tribunal não divulgou detalhes sobre o andamento processual envolvendo o agressor, mas ressaltou que o episódio exemplifica a atuação de magistrados que, mesmo fora do fórum, mantêm o dever de zelar pela lei e pelos direitos fundamentais.
Com informações de Paraiba



