O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou na noite desta quarta-feira (14) o retorno do canal “Exército do Lula” no WhatsApp. Após a medida, a página passou a operar novamente, com possibilidade de novas publicações e de ingresso de seguidores.
No texto da decisão, o ministro pediu que o Facebook — apontado como representante do WhatsApp — adotasse providências para o “imediato restabelecimento integral do funcionamento do referido canal, inclusive quanto à possibilidade de novas publicações e de ingresso de seguidores”.
Registro reconhecido e prazo da Corte
Nunes Marques considerou válido o registro do canal pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e entendeu que a ferramenta poderia ser ativada após cumprir o prazo de 48 horas previsto em resolução do próprio tribunal eleitoral.
Administração e alcance
O canal é administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e reúne mais de 4 milhões de inscritos. Segundo o parlamentar, a página tem a finalidade de divulgar áudios, vídeos e orientações dirigidas aos apoiadores do presidente Lula.
A ferramenta ganhou destaque no segundo turno da eleição presidencial de 2026 e foi objeto de disputas judiciais entre equipes das campanhas.
Divergência de decisões no TSE
A tramitação do caso no Tribunal Superior Eleitoral contou com decisões conflitantes. Antes da determinação de restabelecimento, Nunes Marques havia determinado a suspensão do canal. Posteriormente, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, decidiu pela manutenção da página.
Além das decisões judiciais, a área técnica do TSE analisou parte do conteúdo disponível e, conforme divulgado, não identificou publicações falsas entre as mensagens examinadas naquele momento.
Com a nova ordem de Nunes Marques, os responsáveis pela página puderam retomar publicações e aceitar novos seguidores, restabelecendo o funcionamento integral do canal no WhatsApp.
Com informações de Polemicaparaiba



