Uma turista de 36 anos, natural de São Paulo, relatou ter sido mordida por um tubarão nesta sexta-feira (9) durante uma atividade de mergulho autônomo em Fernando de Noronha, arquipélago turístico do litoral de Pernambuco. A informação foi divulgada pela própria vítima, a advogada Tayane Dalazen, em publicações feitas em seu perfil no Instagram.
Segundo Tayane, o incidente ocorreu por volta das 10h30, na Baía do Sueste, ponto bastante frequentado por praticantes de mergulho por apresentar profundidades médias de quatro metros e rica diversidade marinha. Ela realizava o mergulho com cilindro, acompanhada apenas por um guia, quando sentiu um impacto súbito no braço direito.
No relato compartilhado em rede social, a advogada conta que, ao perceber a pancada, avistou rapidamente a nadadeira de um animal próximo à sua perna. Em seguida, viu o que classificou como marcas de dentadas na região interna do antebraço. Em uma das postagens, Tayane mostra fotografias do corte, que apresenta perfurações compatíveis com a arcada dentária de tubarão.
Imediatamente após o ataque, a turista emergiu e foi socorrida por uma equipe de apoio da Marinha do Brasil que se encontrava na ilha. Ainda na praia, ela recebeu os primeiros cuidados em um posto médico local, passando por limpeza e sutura do ferimento antes de ser liberada.
Conforme divulgado pela paciente, após receber alta no arquipélago ela embarcou em voo de retorno a São Paulo, onde permanece em observação e com quadro estável. A advogada agradeceu o atendimento recebido e afirmou estar bem, apesar do susto.
De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pelo Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, desde 1992 foram contabilizados dez ataques de tubarão nas águas do arquipélago. Destes, dois resultaram em vítimas fatais, sendo o último caso de óbito registrado em janeiro de 2017.
O incidente não fatal mais recente antes deste ocorreu em novembro de 2008. Especialistas ressaltam que, apesar da rara ocorrência, tubarões fazem parte do ecossistema local e a incidência de ataques permanece baixa quando comparada ao fluxo de visitantes e praticantes de esportes aquáticos.
Autoridades ambientais reforçam a importância de se seguir protocolos de segurança em mergulhos, como manter distância de possíveis cardumes e evitar adentrar áreas fora do horário de orientação dos guias. Até o momento, não há previsão de alteração nas normas de visitação na Baía do Sueste.
Com informações de Paraibaonline



