Um grupo de turistas que visitava as piscinas naturais do Seixas, em João Pessoa, se deparou com um crânio humano no último domingo (18). O relato do estudante de doutorado Samuel Duarte, natural da cidade e atualmente residente em Campinas (SP), destacou o susto ao perceber o objeto durante o passeio de caiaque com a mãe e a irmã.

Descoberta inesperada

Por volta do meio da tarde, enquanto navegavam em águas transparentes, os visitantes notaram um objeto branco brilhando no fundo do mar, com tamanho semelhante a uma bola de vôlei. Inicialmente, imaginaram tratar-se de um coral ou de alguma decoração submersa. Samuel decidiu, então, mergulhar usando máscara e snorkel para investigar mais de perto.

“Quando cheguei mais perto, percebi a falta de mandíbula e dentes, além das suturas no topo do crânio, bem nítidas e um pouco amarronzadas”, contou o doutorando em farmacologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Só então percebeu que estava diante de um resto humano, e não de um enfeite ou material decorativo.

Ação das autoridades

Após o alerta feito ao guia turístico, o grupo retornou à praia seguindo orientações dos coordenadores. O guia acionou o Corpo de Bombeiros, que recolheu o crânio e o encaminhou ao Instituto de Polícia Científica (IPC) de João Pessoa. O material foi direcionado ao setor de antropologia para exames que definirão o sexo da vítima e possibilitarão uma possível identificação.

Contexto do local

A Praia do Seixas é reconhecida pela água cristalina e pelo relevo submarino – composto de corais, peixes e formações rochosas – que atrai turistas para mergulho, passeios de catamarã e caiaque. Samuel, que já havia visitado o ponto turístico em outras ocasiões durante férias com a família, disse ter ficado impressionado pela aparente “macabra surpresa” em um cenário que costuma ser marcado pela tranquilidade e beleza natural.

O IPC ainda não divulgou prazo para a conclusão dos exames antropológicos, mas esclareceu que o primeiro procedimento consiste em determinar se o crânio pertence a um homem ou a uma mulher. Ainda não há informações sobre a antiguidade dos ossos ou relação com ocorrências policiais.

Com informações de G1