O ultrassom transvaginal é apontado como um dos principais exames para avaliar a saúde ginecológica feminina, por ser rápido, seguro e apresentar alta precisão na visualização do útero, dos ovários e de outras estruturas pélvicas. A técnica foi tema de uma entrevista concedida pelo Dr. Markus Vinícius, médico especialista em Ultrassonografia.
Segundo o especialista, o procedimento utiliza um transdutor introduzido no canal vaginal, o que produz imagens com maior resolução em comparação ao ultrassom pélvico abdominal, feito sobre a região inferior do abdômen. Por essa razão, costuma ser a opção indicada quando se necessita de uma avaliação mais detalhada.
O exame pode ser solicitado para investigar diversas queixas clínicas, como dores pélvicas, sangramentos uterinos irregulares, alterações menstruais e suspeitas de doenças ginecológicas. Também é empregado no acompanhamento de tratamentos e na avaliação da fertilidade. A indicação depende da idade da paciente, dos sintomas e do histórico clínico, sempre com orientação médica.
Entre as alterações que o ultrassom transvaginal é capaz de identificar estão miomas, cistos ovarianos, pólipos e modificações no endométrio. A técnica também auxilia na investigação da endometriose e pode mostrar sinais sugestivos de adenomiose, embora, em alguns casos, exames complementares sejam necessários para confirmação diagnóstica.
O procedimento ainda pode apontar alterações que levantem suspeita de alguns tipos de câncer ginecológico, permitindo encaminhamento para investigação adicional; no entanto, o exame por si só não confirma o diagnóstico oncológico.
Durante as primeiras semanas de gestação, o ultrassom transvaginal é utilizado para confirmar a gravidez, avaliar o desenvolvimento inicial do embrião e verificar a vitalidade fetal. Quando há indicação clínica, o exame é considerado seguro para a mãe e para o feto.
Na investigação da infertilidade, o método desempenha papel importante ao analisar o útero, os ovários e o crescimento dos folículos ovarianos, fornecendo dados essenciais para o planejamento terapêutico.
Em mulheres virgens, a necessidade do exame deve ser avaliada caso a caso, podendo ser substituído por outros exames de imagem quando indicado. Os especialistas também ressaltam que medo, constrangimento ou falta de informação não devem impedir a realização dos exames ginecológicos, já que o diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento eficaz e contribui para a manutenção da saúde em todas as fases da vida, inclusive após a menopausa.
A temática foi tratada pelo Dr. Markus Vinícius – Médico especialista em Ultrassonografia, durante participação no Programa Diário Saúde, exibido às quintas-feiras na TV Diário do Sertão, com apresentação de Caliel Conrado.
Locais onde o Dr. Markus atende:
– Polisaúde – Cajazeiras (em frente ao Hotel Oásis)
– Bellafisio – Bonito de Santa Fé/PB
– Espaço Vida – Sousa/PB
– Novo Hospital das Clínicas do Sertão – Sousa/PB
– Clínica Dr. Brasileiro – São José de Piranhas/PB
Instagram: @dr.markusvssantos
Com informações de Diariodosertao



