As vendas de motocicletas no Brasil em 2025 atingiram o patamar mais alto dos últimos 22 anos. Segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), foram comercializadas 2.197.851 unidades no ano passado, um avanço de 17,1% em comparação às 1.876.427 motocicletas vendidas em 2024.

O resultado registrado em 2025 supera os volumes anteriores e consolida um novo recorde histórico, ultrapassando o segundo melhor desempenho, observado em 2011, com 1.940.543 unidades, e ficando à frente de 2008, quando foram vendidas 1.925.558 motocicletas.

Os números oficiais foram divulgados em 15 de janeiro pela Abraciclo, entidade que representa as fabricantes instaladas principalmente em Manaus (AM). O presidente da associação, Marcos Bento, atribuiu o crescimento ao aumento da demanda por veículos de duas rodas, tanto para a mobilidade urbana quanto para uso profissional.

“O desempenho do setor reflete a demanda aquecida por veículos de duas rodas, impulsionada principalmente pela mobilidade urbana e pelo uso profissional”, diz Marcos Bento.

No que diz respeito à produção industrial, o Brasil bateu outro recorde em 2025, com 1.980.538 motocicletas saindo das linhas de montagem, volume 13,3% acima do registrado em 2024. Esse foi o melhor desempenho desde 2011 e o terceiro maior da história do setor, considerando o período a partir de 2003.

As exportações também registraram crescimento expressivo. Ao longo de 2025, 43.117 motocicletas foram embarcadas para o exterior, um salto de 39,1% em relação ao ano anterior.

Projeções para 2026

Para este ano, a Abraciclo projeta uma produção de aproximadamente 2.070.000 motocicletas, o que representaria um aumento de 4,5% sobre as 1.980.538 unidades fabricadas em 2025. No mercado interno, a estimativa é a comercialização de cerca de 2.300.000 motocicletas, alta de 4,6% em comparação ao ano passado.

O desempenho no comércio exterior também deve avançar, com previsão de 45.000 motocicletas exportadas em 2026, crescimento de 4,4% na comparação anual. De acordo com a Abraciclo, esses indicadores reforçam a relevância do Polo Industrial de Manaus como o maior centro de produção de duas rodas fora da Ásia.

Com a combinação de demanda interna aquecida e expansão das exportações, o setor de duas rodas projeta continuidade do ritmo de crescimento ao longo de 2026.

Com informações de Agência Brasil