Moradores da Comunidade Vitória, no bairro Altiplano, em João Pessoa, voltaram a protestar na manhã de terça-feira (18) contra a decisão do Ministério Público Federal (MPF) que prevê a demolição do antigo Hotel Cabo Branco. A construção, abandonada há décadas e deteriorada, é considerada perigosa para cerca de 200 famílias que vivem nas proximidades. Durante o ato, manifestantes bloquearam a via principal e exigiram a presença do vereador Guguinha Moov Jampa (PSD) antes de liberar o trânsito.
Atendendo ao chamado, o parlamentar esteve no local e se comprometeu a intermediar um diálogo entre a comunidade e o MPF. Guguinha agendou para a manhã desta quarta-feira (19) uma reunião com representantes do órgão federal e líderes comunitários. O objetivo é apresentar alternativas que reduzam impactos sociais e assegurem a permanência dos moradores enquanto a questão estrutural é solucionada.
O MPF entrou com ação civil pública, acompanhada de pedido liminar, solicitando a derrubada imediata do prédio inacabado. No processo, o órgão determina que a Prefeitura de João Pessoa elabore, em até 30 dias, um plano detalhado de remoção da estrutura. Entre as exigências estão o mapeamento das residências que podem ser afetadas, um cronograma de evacuação e a implementação de barreiras de segurança durante os trabalhos.
O documento judicial também obriga o município a cadastrar, em até 45 dias, todas as famílias que utilizam o prédio ou moram no entorno. O cadastro servirá de base para o pagamento de auxílio-aluguel durante as obras, benefício que deverá vigorar até que as casas danificadas sejam recuperadas ou que novas unidades habitacionais sejam erguidas na própria comunidade.
De acordo com o vereador, a presença de representantes dos moradores no encontro desta quarta deve facilitar a construção de um entendimento que concilie segurança e moradia. “Queremos um procedimento que assegure a vida das pessoas sem desrespeitar o direito de quem vive aqui há décadas”, afirmou Guguinha durante o protesto.
Enquanto aguardam o resultado da reunião, os moradores mantêm a expectativa de que o diálogo evite remoções abruptas e garanta assistência integral às famílias afetadas. A data para o início efetivo das obras de demolição ainda depende do cumprimento das exigências judiciais e do planejamento municipal que será apresentado ao MPF.
Com informações de Polemicaparaiba



